Mercado

Demanda por motos cai 76% em abril

É o pior resultado para o mês em 24 anos e o menor volume no quadrimestre desde 2003

O retrocesso no mercado de motocicletas por causa da pandemia do Covid-19 foi ainda maior do que o verificado no segmento de automóveis e comerciais leves. No caso dos veículos de duas rodas, o volume de vendas em abril chegou ao menor nível em 24 anos e é o mais baixo em 17 anos se considerado o balanço do quadrimestre.

Os dados divulgados nesta segunda-feira, 4, pela Fenabrave indicam total de 28.256 motos vendidas em abril, volume 62,5% inferior ao registado em março (75,4 mil unidades) e 76% mais baixo do que o obtido no mesmo mês do ano passado (93,4 mil). No quadrimestre, as vendas totalizaram 275.174 motos, queda de 26,9% no comparativo com idêntico período de 2019, quando houve 352.099 emplacamentos.

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Representante de todos os segmentos automotivos, incluindo aí veículos leves e pesados, motos e implementos rodoviários, a Fenabrave diz que a crise atual não tem precedentes na história do setor de distribuição.

Se forem considerados os negócios dos 7,3 mil concessionários do País, que atuam em todas as áreas citadas, os emplacamentos atingiram apenas 89.692 veículos, uma queda de 73,6% em relação ao mesmo mês do ano passado (339.388 licenciamentos). No acumulado do quadrimestre, a retração é de 25,17%.

“Passamos de 1.244.086 unidades emplacadas nos primeiros quatro meses de 2019 para 930.918 no mesmo período deste ano”, informa o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior. “Isso demonstra o resultado da chamada parada súbita de nossa economia e da inoperância da maior parte das concessionárias, em decorrência da quarentena decretada pelos Estados em função do novo coronavírus”, comenta o empresário.

A Fenabrave vem desenvolvendo uma série de ações para tentar garantir a sobrevivência do setor, dentre as quais o pleito junto a todos os governos estaduais para que as concessionárias possam reabrir e contatos com o governo federal para aprovação de linhas de crédito especial para o setor.

“Além disso estamos trabalhando junto a entidades congêneres, como Anfavea e Sindipeças, para que possamos encontrar caminhos para ajudar a população e as empresas do setor a retomar suas atividades, sem correr riscos” , destaca Assumpção Júnior.


Foto: Divulgação/BMW

 

 

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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