Em virtude das ações de enfrentamento ao novo coronavírus, dentre as quais o fechamento temporário das unidades fabris desde 20 de março, no mês passado o parque industrial argentino não registrou produção de veículos. No acumulado dos quatro primeiros meses, saíram das linhas de montagem 65,9 mil unidades, queda de 38,3% em relação ao volume anotado de janeiro a abril do ano passado, de 106,9 mil veículos.

A situação sem precedentes acentua ainda mais a crise e derruba a cadeia de negócios do setor automotivo local. Em abril, as exportações somaram pouco mais de 2,3 mil unidades, embarques 88,4% menores na comparação com abril do ano passado. Contra março, quando registrou 13,9 mil exportadas, o recuo foi de 82,9%. De janeiro a abril, as exportações acumularam 43,1 mil remessas contra 68,4 mil unidades anotadas um ano antes, em queda de 37%.

De acordo com a Adefa, associação que representa as fabricantes de veículo da Argentina, as unidades exportadas correspondem a veículos produzidos antes das regras de isolamento obrigatório determinadas pelo governo. Os embarques só ocorreram, no entanto, no fim de abril, quando a quarenta foi relaxada, habilitando as atividades relacionado ao comércio exterior.

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As vendas no atacado, das fabricantes para as concessionárias, o volume entregue em abril foi de 7,5 mil unidades, o que representou retrações de 73,6% ante o mesmo mês de 2019, com 28,4 mil unidades registradas, e de 60,3% na comparação com março (18,9 mil veículos). No acumulado do primeiro quadrimestre, as 23,6 mil unidades distribuídas foram 33,4% menores ao que apurado um ano atrás, de 35,5 mil unidades.

O presidente da Adefa, Gabriel López, destaca a necessidade de continuar trabalhando junto ao governo em busca de medidas que possam promover e garantir a sobrevivência da cadeia automotiva, além de preparar o retorno das atividades. “Em virtude do perfil exportador da indústria de veículos da Argentina, a possibilidade de retomar a produção para a exportações é auspiciosa.”

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Foto: VW/Divulgação