Com quase 21,9 mil automóveis e comerciais leves emplacados, a Volkswagen deteve 17,8% e liderou o mercado brasileiro em junho. Ficou à frente da General Motors, que somou 19,7 mil veículos licenciados e 16,1% de penetração, e da Fiat, com 16,6 mil unidades e fatia de 13,6%.

É a primeira vez, em 2020, que a GM perde a liderança mensal. Por um lado, foi sua menor fatia no ano e, por outro, o maior porcentual registrado pela Volkswagen. O resultado torna ainda mais apertada a disputa pela ponta do mercado brasileiro, liderado pela GM nos últimos quatro anos.

No primeiro semestre, foram emplacados 134,4 mil veículos da montadora americana, número que ainda a coloca como a líder, com 17,6%.  A Volkswagen vendeu 124,2 mil unidades, 16,3%, e a Fiat, terceira colocada, respondeu por 14,3% das vendas, com 109 mil automóveis e comerciais leves acumulados.

A diferença da líder para a segunda colocada de 1,3 ponto porcentual, entretanto, é menor nos últimos quatro anos. Em 2019, ficou em 2,3 pontos — 17,9% contra 15,6% — e um ano antes de 2,7 pontos.

Além da aproximação da Volkswagen da primeiro lugar, outro destaque no ranking de vendas dos primeiros seis meses de 2020 foi a ascensão da Hyundai ao quatro lugar. A marca coreana negociou 63,3 mil veículos, atingiu participação de 8,3% e deixou a Ford, que vendeu 60,5 mil unidades, na quinta posição.

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Enquanto a Hyundai viu seus negócios retraírem 36,4% no período, a queda média do segmento de carros de passeio ficou em 40%. No primeiro semestre de 2019, a montadora aparecia apenas na sexta posição.

A Ford perdeu o quarto posto e corre sério risco de encerrar o ano no sétimo lugar, caso prossiga no mesmo ritmo de vendas de junho, quando ficou apenas na sexta colocação, com 7,7 mi unidades contra 7,6  mil da Toyota.  Seria sua pior colocação na história.

A marca, hoje totalmente dependente de Ka e Ka Sedan — responsáveis por 41,6 mil dos 60,5 mil automóveis e comerciais leves Ford negociados no semestre —, tem 7,9% de penetração e somente 500 veículos negociados a mais do que a Renault e 1,7 mil à frente da Toyota, que acumula 58,8 mil unidades e 7,7% do mercado.


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