Com a retomada dos negócios após semanas de inatividade por conta da pandemia da Covid-19, as vendas de automóveis e comerciais leves reagiram em toda a América Latina no mês passado. Excluído o México, mercado atendido sobretudo por operações da América do Norte dos fabricantes, foram negociadas na região 189,7 mil unidades, 90,6% a mais do que em maio, mas 43,9% abaixo do volume registrado em junho de 2019.

O Brasil, maior polo consumidor de veículos da América Latina, respondeu por cerca de 65% do total, com 122,7 mil emplacamentos. A Argentina, que já vinha enfrentando forte declínio desde o ano passado, somou 35 mil veículos, crescimento de 78% com relação a maio e de 1,6%  sobre o mesmo mês de 2019.

Todos os demais países do bloco negociaram, juntos, 32 mil veículos, evolução de 37,2% sobre o  maio e expressiva que de 64,6% na comparação anual.

No segundo trimestre do ano, as vendas totais de veículos na América Latina somaram 354,9 mil veículos, caíram 58,3% em relação ao primeiro trimestre de 2020 e 66,2% frente ao segundo trimestre de 2019.

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Novamente, o Brasil respondeu por 65% do total, com 230,5 mil veículos. A Argentina registrou 58,7 mil licenciamentos, seguida de Chile e Colômbia, com 16,4 mil unidades cada, Peru (5,4 mil), Uruguai (4,6 mil) e Paraguai (3,3 mil).

Segundo Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina, as transações online foram fundamentais para a sustentação das vendas, ainda que com resultados bem inferiores.

“A tendência de compras online se acelerou muito nestes meses e deve continuar em alta mesmo depois da retomada gradual das atividades, com o abrandamento do distanciamento social. Consolidou-se um novo comportamento digital, afirma o Filosa, que comemora a liderança da empresa com 15,9% de participação no trimestre, somadas todas as marcas  do grupo, mas em especial Fiat, Jeep e Ram.

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