A FNM, a clássica marca de caminhões das décadas de 1960 e 70, está de volta depois de quatro décadas. Ressurge, no entanto, não mais como Fábrica Nacional de Motores, mas como Fábrica Nacional de Mobilidades para produzir caminhões elétricos.

Por trás da iniciativa estão os irmãos e empresários de Caxias do Sul (RS) José Antonio Severo Martins e Alberto Martins em parceria com empresa do Rio Janeiro, ainda não revelada, e com a Agrale, que se fornecerá instalações para a produção, bem como processos de montagem. O início da operação está previsto para ainda este ano, no fim do segundo semestre.

O foco inicial são dois modelos para atender a distribuição urbana, em versões de 13 e 18 toneladas de peso bruto total, com boa parte dos componentes, como bateria, motor e sistemas eletrônicos importados. A cabine será de fibra de vidro com visual inspirado nos antigos caminhões da marca e promete autonomia de 130 quilômetros, além de potência de 355 cv.

A companhia já está registrada no Inpi, o Instituto Nacional Propriedade Industrial, e chegará com novo modelo de negócio. A nova FNM não terá concessionárias. Trabalhará sob encomendas com vendas diretas ao operador. A conectividade embarcada nos caminhões ajudará na gestão, conectando fabricante, veículo e empresa transportadora. Quando necessário, equipe de manutenção irá até o cliente.

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A FNM, ou FeNeMê, como era popularmente grafada, foi a primeira fábrica de veículos brasileiros, sediada em Xerém, em Duque de Caxias (RJ). Operou entre 1942 e 1985, incialmente como produtora de motores para aviação. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e demanda da indústria de aviões em baixa, uma parceria com Isotta Fraschini deu início à produção de caminhões a partir de 1949.

Em 1951, iniciou operação com a Alfa Romeo, que durou até 1977, quando a empresa foi vendida para a Fiat. Logo depois, a FNM foi encerrada, com os caminhões da marca italiana seguindo até 1985.


Foto: FNM/Divulgação