Com 163,1 mil unidades emplacadas, as vendas de automóveis e comerciais leves em julho foram 32,8% maiores do que no mês anterior. O resultado ratifica visão de que o mercado está em franca recuperação, segundo a Bright Consulting. No ano, já foram negociados 926,4 mil veículos leves no mercado brasileiro.

Esses números levam a consultoria a reafirmar sua projeção de  vendas totais acima de 2 milhões de unidades em 2020, queda de 25% sobre o mercado consolidado em 2019 e com crescimento consistente durante o segundo semestre. A Bright Consulting tem apresentado, no geral, números mais otimistas do que os de entidades do setor automotivo e de outras consultorias.

“Acreditamos que os últimos meses do ano terão volumes apenas 10% inferiores aos realizados nos meses equivalentes de 2019. Não pode ser diferente, pois, para que projeções mais pessimistas divulgadas recentemente se concretizem, as vendas até o final do ano terão que recuar 17 % sobre julho”, calcula Cassio Pagliarini, associado da Bright.

O volume de licenciamentos em julho ficou 28% acima da média do primeiro semestre. É  indicação real, segundo a consultoria, de recuperação da indústria, manifestada em vários desdobramentos.

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Pagliarini cita, por exemplo, o aumento do mix de São Paulo, principal mercado de circulação dos veículos de locação, do de SUVs, com equivalente redução de hatchbacks compactos, crescimento da participação de vendas PcD e redução da de locadoras. “São todos fatores intercomunicantes que afetam o resultado da indústria, da mesma forma que o atraso e recuperação dos emplacamentos.”

A consultoria já arrisca que em agosto serão negociados cerca de 195 mil leves. Para setembro, o número esperado está acima de 200 mil unidades. “Caso nossas projeções se confirmem, há chances de que os 2,35 milhões de veículos vendidos estimados para 2021 sejam revistos para cima”, alerta o consultor.

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Foto: Divulgação