Écerto que a fraquíssima base de comparação ajuda — e muito. Mas as exportações de 29,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em julho representaram robusto avanço de 49,7% sobre junho. E bem mais: foi o terceiro melhor resultado mensal do ano, superado apenas pelas 37 mil unidades embarcadas em fevereiro e as 30,8 mil de março, antes da pandemia, portanto.

Porém, a comparação com os 42,1 mil embarques de julho de 2019, já um ano de forte baixa das exportações, explicita a difícil realidade do setor e que fica ainda mais patente no acumulado de 2020.  De janeiro a julho, passaram pelos portos rumo ao exterior somente 148,7 mil veículos, 43,7% a menos do que a frota registrada em igual período do ano passado.

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A reação de julho, ponderou nesta sexta-feira, 7,  Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, se deve, em boa medida, à retomada dos envios para a Argentina, principal destino dos veículos brasileiros, e também México. Os níveis de estoques nesses mercados estavam reduzidos em decorrência da interrupção dos embarques no segundo trimestre.

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O quadro no segmento de máquinas agrícolas e rodoviárias é bem similar. Embora em julho as 856 máquinas  embarcadas representaram avanço de 39% sobre junho e o segundo melhor resultado mensal de 2020, no acumulado dos sete primeiros meses foram exportadas somente 5 mil unidades, 32,8% a menos do que no mesmo período de 2019.

O valor apurado pelo setor com as vendas externas superou US$ 668 milhões no mês passado, 39,8% a mais do que em junho. Foi o maior valor mensal desde março (US$ 709,9 milhões). De janeiro a julho, porém, os US$ 3,6 bilhões apurados ficaram 38,6% abaixo na comparação anual.

De 2017 para 2019, o faturamento com as exportações de veículos recuaram de US$ 15,8 bilhões para US$ 9,8 bilhões, aponta levantamento da Anfavea.


Foto: Divulgação