As vendas de implementos rodoviários acumularam exatas 108.899 unidades de janeiro a novembro. O pequeno recuo de 1,8% repete, na prática, o desempenho registrado em igual período do ano passado, quando 110.879 equipamentos chegaram às estradas e ruas. Só em novembro foram vendidos quase 11,8 mil implementos, sendo 6,4 mil pesados.

Norberto Fabris, presidente da Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, avalia que a retomada dos negócios segue de forma gradual e deve continuar em 2021.

“A recessão em que nos encontramos deverá ser curta porque não é um choque desencadeado por grandes desequilíbrios. [Mas] apoio de políticas monetária e orçamentária é continuará sendo decisivo para impulsionar a recuperação da economia”, alerta o dirigente.

A Anfir projeta que o mercado interno em 2020 deverá ao menos empatar com o de 2019, o que seria um resultado e tanto para um ano de linhas de montagem e vendas paralisadas durante semanas e prejudicadas pela falta de insumos.

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Muito em decorrência do bom desempenho de setores como agronegócio, responsável por mais de 40% do consumo de implementos pesados, construção civil, transporte de remédios e alimentos. Reboques e semirreboques, isoladamente, já registram resultado positivo no ano. Em onze meses, somaram 60 mil unidades negociadas, contra 58,5 mil no mesmo período do ano passado, 2,6% a mais.

Já a linha leve, formada por carroceria sobre chassis e mais ligadas à distribuição e serviços urbanos, ainda puxa os negócios para baixo. Enquanto nos onze primeiros meses de 2019  foram negociadas 52 mil unidades, no acumulado de 2020 limitaram-se a 48,8 mil, variação negativa de 6,7%.


Foto: Divulgação