As vendas globais do Grupo Renault, que reune sete marcas de veículos, recuaram 21,3% em 2020, enquanto o mercado mundial diminuiu 14,2%. Renault, Dacia, Lada, Samsung, Jinbei, Avtovaz e Alpine negociaram 2,95 milhões de unidades na Europa, Ásia, África e Américas.

A queda acima da média global, justificou o conglomerado francês, deveu-se à concentração das atividades — especialmente da Renault, responsável por 60% dos negócios — em países “estritamente confinados” pela pandemia e que mantiveram comércio fechado no segundo trimestre, além da desaceleração no quarto trimestre, em particular na França.

Quase a metade dos veículos, 1,44 milhão de unidades, chegaram às ruas da Europa, região onde o grupo amargou queda de 25,8%, ligeiramente acima do recuo médio de 23,6% no setor. Ainda assim, a marca Renault aumentou ligeiramente sua participação para 7,7%, em parte devido ao sucesso de seus modelos híbridos e elétricos, como o ZOE, que liderou as vendas de elétricos no continente, com 100,6 mil unidades acumuladas, o dobro do ano anterior.

A França permaneceu como o maior mercado do Grupo Renault no mundo, com 535,6 mil veículos negociados, seguida da Rússia (480,8 mil) e Alemanha (205 mil). Com 131,5 mil unidades, o Brasil aparece apenas na sétima posição, logo atrás da Turquia (132,5 mil).

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Por região, as Américas foram as que mais sentiram a queda da atividade econômica e acabaram registrando o maior recuo frente a 2019: 38,6%, com somente 260,5 mil  veículos entregues.

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Luca de Meo, CEO do Grupo Renault, lembra ainda que a empresa passou a se dedicar às vendas que garantam  maior margem de lucro:

“Agora estamos focando na lucratividade ao invés do volume de vendas. Os primeiros resultados já foram visíveis no segundo semestre de 2020, especialmente na Europa, onde a marca Renault avança nos canais de venda mais rentáveis ​​e fortalece sua liderança no segmento elétrico”.

Na quinta-feira, 14, De Meo apresentará detalghes do plano estratégico batizado de Renaulution e que orientará as ações e posicionamento das várias marcas e produtos nos próximos anos.


Foto: Divulgação