Com recuperação acima da esperada no início da pandemia da Covid-19, a indústria brasileira de autopeças atingiu 75% de ocupação do seu parque fabril em novembro, o melhor resultado da série histórica da pesquisa conjuntural realizada mensalmente pelo Sindipeças.

Conforme levantamento divulgado esta semana pela entidade, o faturamento líquido do setor cresceu 4% no comparativo de novembro com outubro e 18% em relação ao mesmo mês de 2019. As vendas para as montadoras tiveram altas de, respectivamente, 7,5% e 13,1%. As exportações em dólares, por sua vez, subiram 1,13% na passagem mensal e caíram 0,46 na interanual

No acumulado dos primeiros 11 meses do ano a indústria de autopeças registra decréscimo de 21,% na receita líquida, sendo que as transações com as montadoras caíram 28,9%, enquanto as vendas de autopeças para o mercado de reposição praticamente se igualaram ao do ano anterior, com  retração de apenas 0,46%.

O dado positivo nesse contexto todo é a recuperação dos empregos a partir de julho, com crescimento por cinco meses consecutivos. Entre outubro e novembro a alta foi de 1,39%, mas no acumulado de 2020 a perda no número de postos de trabalho na indústria de autopeças no penúltimo mês do ano ainda estava em 8,9%.

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O estudo do Sindipeças, que leva em conta um grupo de empresas com maior representatividade no setor, revela apenas índices e não números absolutos de vendas, emprego e demais dados. Indicam, por exemplo, que no acumulado dos primeiros 11 meses de 2020 as exportações, em dólar, recuaram 31,6%.

Com relação ao uso da capacidade instalada, os índices mais baixos foram registrados em março e abril de 2020, quando ficaram na faixa de 42% a 43%, com recuperação gradual a partir de maio até chegar aos 75% constados em novembro.


Foto: Divulgação/Eaton