Empresa

Nakata decide fechar fábrica de Diadema

Trabalhadores são surpreendidos com a notícia da transferência da produção para Extrema, em Minas Gerais

Os trabalhadores da Nakata Automotiva em Diadema, na região do Grande ABC, foram surpreendidos com a notícia de que a empresa decidiu encerrar suas atividades locais e transferir a produção para o município de Extrema, MG, até o final de março.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promoveu assembleia na porta da fábrica na manhã desta terça-feira, 2,  quando os funcionários decidiram paralisar atividades e iniciar uma série de mobilizações em defesa dos 225 empregos.

Segundo o secretário-geral do sindicato, Moisés Selerges, o anúncio feito pela fábrica, sem nenhuma tentativa de negociação prévia, foi uma “traição” aos trabalhadores. “Esta unidade sempre teve alta lucratividade, nunca falou em sair daqui e agora descobrimos que há quatro anos ela vem se organizando para deixar a cidade. Sem nenhum comunicado anterior aos trabalhadores e ao sindicato, nos chamou ontem com a decisão tomada”.

Fabricante de componentes para suspensão, transmissão, freios, motor e motopeças, a Nakata foi adquirida pela brasileira Fras-Le no ano passado. A empresa emitiu nota sobre a mudança com o seguinte teor:

“A Nakata Componentes Automotivos dará início ao processo de transferência de sua unidade de fabricação de amortecedores da cidade de Diadema para o município de Extrema, onde também está localizado um dos centros de distribuição da empresa. A mudança visa otimizar processos e aumentar ainda mais a sinergia dos negócios da companhia. A transferência inicia no final de março, com conclusão prevista para o final de abril de 2021. Neste momento, nossa maior preocupação é com os nossos colaboradores. Por isso, estamos empenhados em estabelecer um pacote de desligamento satisfatório. Sabemos que o momento é sensível para todos, e queremos garantir que todos se sintam atendidos, reconhecidos, valorizados e suportados”.

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O sindicato informa, por sua vez, que em reunião com representantes da Nakata na segunda-feira, 1, não houve abertura de diálogo para as alternativas apresentadas pelos trabalhadores; “O sentimento é que estamos sendo traídos há quatro anos, eles dão parabéns pela produtividade, falam que todos são uma família, mas estavam preparando a saída sem nada comunicar aos trabalhadores”, destacou Selerges.

O coordenador da Regional Diadema, Antônio Claudiano da Silva, lembrou que a Nakata tem uma história de 65 anos na região: “É uma saída que vai afetar muitas vidas. Nós fomos traídos porque sabemos que essa fábrica tem lucro aqui e não é pouco”.


Foto: Divulgação/SMABC/Adonis Guerra

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Publicado por
Redação AutoIndústria

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