A Anfavea já participou de duas reuniões esta semana com representantes do Smabc, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, para discutir medidas que possam contribuir no combate ao aumento de casos de Covid-19 na região e no País.

A entidade que representa as montadoras voltou a manifestar interesse em apoiar o sistema público de saúde no processo de vacinação, desde que contempladas as orientações do ministério responsável sobre o tema.

Segundo o Smabc, a segunda rodada de reunião entre as partes aconteceu na quarta-feira, 17, ocasião em que os representantes da Anfavea se mostraram preocupados com a manutenção das operações produtivas neste novo pico da pandemia, mas pediram um tempo maior para discutir internamente um entendimento entre todas as montadoras do País.

O tema certamente está no centro das discussões da reunião semanal da diretoria da entidade patronal, que acontece na tarde desta quinta-feira, 18, podendo haver algum posicionamento da entidade amanhã. Um dos pedidos feitos pelo Sindicato do ABC foi no sentido de a Anfavea se reunir com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que conta com representantes das prefeituras das sete cidades da região e vem dabatendo medidas conjuntas no combate à Covid-19.

“A Anfavea se mostrou à disposição para auxiliar na compra de vacinas e também para apoiar o sistema público de saúde no que está em falta para o atendimento dos pacientes com Covid-19”, afirmou o diretor executivo dos Metalúrgicos do ABC e presidente da IndustriALL-Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva.

Desde o início deste ano o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, vem deixando clara a disposição das montadoras de participarem do processo de vacinação nas regiões onde atuam. As empresas do setor, inclusive, têm estrutura para vacinar funcionários e parentes, visto que há anos investem na imunização contra a gripe comum.

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A proposta “Acordo Marco Emergencial em Defesa da Vida e do Trabalho” que vem sendo discutida com a Anfavea também foi encaminhada pelo Sindicato do ABC ao Sindipeças e ao governador de São Paulo, João Dória Júnior.

Alegando faltar uma coordenação nacional que lidere o processo de combate à Covid-19, o sindicato defende ações conjuntas entre representantes dos trabalhadores, empresas e poder público para ao menos evitar o agravamento da situação. “Um ano depois de seu início, o Brasil enfrenta o pior momento da pandemia, com recordes de mortes, colapso do sistema de saúde e falta de vacinas”, destaca o Smab no documento enviado às entidades patronais.

Oliveira da Silva comenta, inclusive, que o sindicato entende que a paralisação das atividades produtivas depende de medidas governamentais que garantam salários e empregos.

“Defendemos o isolamento, mas também as condições para que os trabalhadores e as empresas se mantenham no período”, reforçou o sindicalista, que nesta quinta-feira, 17, teve reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para apresentar as propostas e colocar a preocupação dos trabalhadores sobre as medidas necessárias para o momento.

“Dentre as propostas, destacamos o programa de manutenção de emprego e renda, a criação de mecanismos para a iniciativa privada dar suporte ao sistema público de saúde e a urgência de um plano nacional para utilizar a capacidade industrial na questão de reconversão produtiva das empresas. Outro ponto é a necessidade de crédito, principalmente para as micro, pequenas e médias empresas, que têm mais dificuldade de acesso”, explicou o sindicalista.


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