Dados apresentados pela Acea, associação que representa os fabricantes de veículos na Europa, indicam melhoras no ambiente de negócios de veículos comerciais, especialmente no transporte de carga. No mês passado, as entregas totais somaram 182,2 mil comerciais leves, caminhões e ônibus, volume 2,6% superior ao registrado em fevereiro de 2019, quando o mercado absorveu 177,6 mil unidades.

A alta, no entanto, ainda não foi suficiente para recuperar a queda do primeiro bimestre que chegam ao fim do período com recuo de 2,3%. As vendas acumuladas nos dois primeiros meses alcançaram 356,2 mil veículos comerciais negociados contra 364,7 mil anotados um ano antes.

Com 84% de participação nas vendas, o segmento que reúne vans e furgões na faixa de até 3,5 toneladas foi o que experimentou o maior crescimento na região em fevereiro, de 2,5%. Foram 153,2 mil unidades licenciadas contra 149,5 mil registradas no mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro e fevereiro somou pouco mais de 298 mil, em queda de 2%.

Na seara de caminhões, a demanda do mercado se mostrou estável. As 26,7 mil unidades vendidas no mês passado representaram uma leve queda de 0,2% ante o volume negociados em fevereiro de 2019, de 25,3 mil caminhões. A mesma tendência se apresentou no resultado do acumulado do ano, com pequeno declínio de 1,7%, de 53,9 mil unidades registradas nos dois primeiros meses do ano passado para quase 53,1 mil no exercício de agora.

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O segmento de ônibus é que se mostra como exceção nos sinais de retomada. No mês passado, as 2,3 mil unidades entregues representaram retração de 16% em relação aos emplacamentos de um ano atrás, de 2,8 mil veículos. No acumulado do primeiro bimestre, o declínio apresentado foi ainda mais acentuado, de 23,4%, com 5,1 mil ônibus ante 6,6 mil negociados de janeiro a fevereiro de 2019.

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Foto: Acea/Divulgação