Com total próximo de 4,6 milhões de unidades comercializadas em abril, o mercado de pneus registrou queda de 7,4% em relação relação a março, quando foram comercializadas 4,96 milhões de unidades. As montadoras receberam 1.064.909 pneus no mês passado, enquanto o mercado de reposição absorveu 3.532.507.

Divulgados nesta quinta-feira, 13, pela Anip, Associação Nacional da Indústria de pneumáticos, o balanço do setor indica crescimento de 28,3% no primeiro quadrimestre  do ano, com 18,7 milhões de unidades vendidas, ante as 14,5 milhões do mesmo período de 2020.

Vale lembrar, contudo, que em abril do ano passado o setor praticamente paralisou sua produção, assim como as montadoras instaladas no Brasil, por causa das medidas de isolamento impostas pela chegada da pandemia da Covid-19 por aqui.

As vendas de pneus naquele mês limitaram-se a 1,2 milhão de unidades, ou seja, no comparativo interanual o desempenho de abril deste ano indica expressiva mas distorcida alta de 286,2%, com o consequente reflexo positivo no resultado do acumulado deste ano. Se comparado o primeiro quadrimestre de 2021 com o mesmo período de 2019, antes portando da pandemia, há queda de 2%.

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Tanto os fabricantes de caminhões como os de implementos rodoviários estão reclamando da falta de pneus para abastecimento adequado de suas linhas de montagem. O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, admitiu na semana passada que tem ficado veículo incompleto no pátio por falta do equipamento. Na indústria de implementos rodoviários, a Rodofort já divulgou que vai importar pneus para poder abastecer o mercado interno.

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No caso dos pneus de carga, foram comercializadas 669,3 mil unidades em abril, com queda de 6% em relação a março. As vendas para as montadoras caíram 3,5% e as destinadas ao mercado de reposição recuaram 6%.


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