Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 26, os funcionários do primeiro turno da  fábrica da General Motors de São José dos Campos, SP, decidiram que só aceitarão qualquer acordo de flexibilização de direitos caso a montadora garanta estabilidade no emprego para todos e efetivação dos trabalhadores temporários.

Na segunda-feira, 25, a GM confirmou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campo que suspenderá  um turno da linha de montagem da picape S10. Isso implicará na suspensão do contrato de trabalho de cerca de 1,2 metalúrgicos por  meio de layoff. Segundo a empresa,  a medida é uma consequência dà escassez de componentes eletrônicos.

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Além de 3,8 mil funcionários diretos, há planta do Vale do Paraíba, base produtiva também do SUV Trailblazer, cont  com outros 350 trabalhadores temporários, com contratos que seriam encerrados em novembro. Só a área de produção da picape S10 possui 2,2 mil empregados. São José dos Campos produz ainda o utilitário esportivo Trailblazer, modelo derivado da própria picape.

Uma segunda assembleia será realizada na tarde de hoje, com a participação de funcionários do segundo turno. Trabalhadores e montadora se reunirão novamente na amanhã da quarta-feira. Caso cheguem a um acordo, afirma a entidade, o layoff começaria a partir da segunda semana de novembro, com duração de dois a cinco meses.


Foto: Divulgação