No balanço que inclui leves, pesados e motocicletas, o mercado de veículos usados ultrapassou 15,1 milhões de unidades no ano passado, com alta de 17,8% sobre o ano anterior e de 3,5% no comparativo com 2019, antes, portanto, da pandemia.

O segmento de usados cresceu bem acima da média de expansão do mercado de 0 km, que ficou na faixa de 4%. Os dados oficiais do ano serão divulgados nesta quinta-feira, 6, pela Fenabrave. A venda de veículos novos foi afetada pela falta de produtos nas concessionárias em decorrência da escassez de semicondutores que afetou as montadoras de forma generalizada.

Por tempo de uso, os seminovos, aqueles com até 3 anos de uso, tiveram o mesmo crescimento do mercado em geral, de 17,8%, saltando de 1,94 milhão para 2,3 milhões de unidades.

Já os modelos com quatro a oito anos registraram reação positiva em índice menor, de 2,6%, passando de 4,4 milhões para 4,5 milhões de unidades. Os mais velhinhos, tanto de 9 a 12 anos como acima dessa idade, tiveram alta acima da média, respectivamente de 22,4% e 33,2%, com totais de 3,7 milhoes e 4,6 milhões de transações.

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Os dados de usados foram divulgados esta semana pela Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, entidade que representa o setor de lojistas multimarcas de veículos seminovos e usados,.

Na avaliação da entidade, os dados de 2021 indicam uma normalização do setor, visto que o volume ficou próximo ao da pré-pandemia. A recuperação sobre 2020, no entanto, reflete em parte a falta de veículos novos no mercado.

Com relação a 2022, a Fenauto destaca que aumento dos compromissos com impostos e outras despesas comuns no começo de ano devem influenciar os índices de confiança do consumidor na economia, o que pode afetar as vendas neste primeiro semestre.


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