Empresa

Cummins estima crescimento de 39% na produção de motores em 2024

Participação das exportações avançam de 5% para 16%

Após os desafios de 2023, com o mercado retraído, em especial devido ao impacto da mudança na legislação para o Proconve P8, a Cummins Brasil chega ao início do último trimestre do ano diante de um horizonte bem mais promissor.

A empresa espera anotar um crescimento acima de 39% na produção total de motores sobre o ano passado, para volume em torno de 40 mil unidades, dos quais cerca de 75% para atender o setor automotivo. “O ano ainda não terminou, mas ao avaliar o desempenho até aqui, o ano compensará a queda de 40% no ano passado”, resume Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil.

Mas se o mercado interno esfriou, Rishi pode comemorar o desempenho dos embarques da empresa. A participação das exportações de motores na produção, que representava 5% em 2023, passa agora a responder por 16%, com envios para Estados Unidos, Canadá e México.

“Definimos objetivos em um planejamento iniciado há três anos e estamos colhendo os frutos. Perseguimos meta de as exportações participarem em patamar de 20% e, da maneira que estamos caminhando, devemos concretizar isso nos próximos dois anos.”

LEIA MAIS

→Meritor CalibrAR, a novidade da Cummins para 2025

→Na Fenatran, Cummins apresenta novo eixo para extrapesados

→Cummins para montadoras, Meritor para o aftermaket

Às vésperas da Fenatran 2024, o dirigente da Cummins Brasil pretende refletir na feira o compromisso da empresa na transição energética em direção a emissão zero. Para isso, uma das atrações será a plataforma Helm. De maneira simplista, um motor que permite acionamento por diferentes combustíveis apenas com a adequação do cabeçote. Na exposição, a versão X15L estará com propostas de gás natural, diesel e hidrogênio, mas também pode operar com diferentes tipos e misturas de biodiesel.

“É uma tecnologia que nos próximos dois anos começará a ter tração, em especial no setor automotivo, onde incialmente terá mais demanda. Com o Helm estamos sintetizando alta eficiência para fazer sentido econômico, baixíssima emissão e diferentes tipos de fontes de energia”, resume Rishi.

Na mesma pegada de sustentabilidade e viabilidade econômica, a Fenatran também servirá para a fabricante promover novos motores a gás natural, com destaque para o B6.7N e o M15N. O primeiro desenvolve potências de 190 a 280 hp para atender caminhões médios e ônibus. Já o segundo surge como o motor a gás mais potente disponível no País, em faixa de 424 a 523 hp. A vocação é para aplicações severas em caminhões pesados.


Foto: Divulgação Cummins Brasil

Compartilhar
Publicado por
Décio Costa

Notícias recentes

Excesso de confiança nos recursos de segurança pode aumentar acidentes

Especialistas em segurança viária são mais precavidos do que motoristas consultados em estudo global

% dias atrás

Valvoline amplia vendas em 45,6% no semetre

A demanda por lubrificantes sintéticos nacionais foi a que mais cresceu, com alta de 217%

% dias atrás

No consórcio, tíquete médio dos pesados é o que mais cresce

A alta, no comparativo anual, é de 21,7%, de R$ 92,3 mil para R$ 112,3…

% dias atrás

JAC Caminhões inicia distribuição de seus veículos 

Linha tem quatro modelos a diesel que serão negociados em rede de 30 revendas

% dias atrás

BMW reduzirá em até 8 mil empregos seu quadro mundial

Cortes devem ocorrer até 2027 e representam mais de 5% da força de trabalho

% dias atrás

Nos ônibus da Marcopolo, tecidos com PET 100% reciclável

Desenvolvido em parceria com a DINI Textil, revestimento tem ciclo de vida que reduz em…

% dias atrás