Em meio a uma profusão de desafios financeiros, produtivos e tecnológicos propostos pelo plano estratégico global FaSTLAne da Stellantis, visando crescimento e rentabilidade nos próximos cinco anos, o rebaixamento, digamos, da Citroën a marca regional não deve ter agradado nada a ala francesa do grupo.
Em primeiro grande rearranjo do portfólio das marcas oficializado desde a criação da Stellantis em janeiro de 2021, após a fusão da PSA-Peugeot Citroën com a FCA-Fiat Chrysler Automobiles, a Jeep, RAM, Peugeot e Fiat foi nomeadas as representantes globais do grupo.
A elas caberá o privilégio de usufruir, em primeira mão, das plataformas e tecnologias que serão apresentadas e desenvolvidas daqui para a frente.
Já a centenária marca criada pelo engenheiro e empresário André Citroën foi elencada ao lado da Alfa Romeo, Opel, Chrysler e Dodge no time de marcas regionais, aquelas com relevância mais restrita a um país ou região, e que utilizará dos mesmos ativos, mas em um segundo momento.
A distinção entre o primeiro e o segundo grupo também se vertifica no número de veículos totalmente novos que serão lançados no mercado europeu até 2030.
Enquanto a montadora revelou que para a Europa estão reservadas sete novidades da Peugeot e cinco da Fiat, serão apenas três da Citroën.
Durante a apresentação dessa nova estrutura de marcas e do plano FaSTLAne, no Investor Day, realizado em Auburn Hills, Michigan, Estados Unidos, Xavier Chardon, CEO da marca, tratou de ao menos anunciar um “carinho e tanto” aos admiradores da Citroën.
Dos três novos automóveis que chegarão às ruas até 2030, um deles resgatará o veículo que talvez melhor represente a trajetória da marca: o 2CV, que teve 5,1 milhões de unidades produzidas em mais de 40 anos a partir de 1948.
O pequeno automóvel, que acelerou a motorização na França no pós-guerra, retornará como alternativa de mobilidade totalmente elétrica e de baixo custo, algo como € 15 mil, portanto dentro do plano da Stellantis para a categoria E-car, formada por veículos de entrada e produzidos na Europa.
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O modelo será exibido oficialmente ao público no Salão de Paris, em outubro. “Reinventar o 2CV é um enorme desafio. O 2CV original nunca foi criado para ser um ícone, se tornou um porque deu liberdade às pessoas. Esse retorno não é simplesmente o retorno de um nome lendário, mas de uma ideia ousada e otimista de progresso” exultou Chardon.
O novo 2CV será produzido na Itália e, pela silhueta exibida rapidamente em telões no Investor Day, terá linhas que guardam muita semelhança com algumas do modelo concebido ainda em 1939 e que cujo início de produção foi protelado em função da Segunda Guerra Mundial.
Nem Chardon nem a Citroën revelaram outros detalhes técnicos do 2CV elétrico. Preferiram falar apenas das premissas que nortearam o projeto: preço acessível, design leve, praticidade e versatilidade, concebido para atender as novas regulamentações urbanas.
Foto: Divulgação/Internet
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