Anunciado em 2024, o processo de transferência da produção do Corolla para Sorocaba, SP, está sendo concluído oficialmente nesta terça-feira, 30 de junho, com o encerramento das operações da fábrica de Indaiatuba, também no interior paulista.
A data foi revelada pela Toyota no final de maio, quando também confirmou a inauguração da segunda fábrica de Sorocaba para o início de novembro.
Tudo parte de um investimento de R$ 11 bilhões no Brasil até 2030, que contempla não só aumento de capacidade como também a ampliação do seu portfólio de produtos, incluindo, como se especula na imprensa especializada, uma picape.
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O destino da fábrica de Indaiatuba, inaugurada em 1998, ainda é um mistério. Sempre que questionado sobre o assunto, o presidente da Toyota Brasil, Evandro Maggio, dizia que a prioridade era concluir o processo de transferência para Sorocaba, priorizando o aproveitamento da mão de obra.
No dia 9 de junho, após participar de um painel no seminário Anfavea Visions 2026, o executivo revelou que a montadora fez estoque do Corolla para garantir oferta adequada à demanda interna até novembro, quando o sedã entra em linha na nova fábrica de Sorocaba.
Em comunicado divulgado em maio sobre as mudanças em curso, a Toyota destacou o relevante papel da planta de Indaiatuba na história da empresa no País, com a produção de mais de 1 milhão de veículos ao longo de quase três décadas.

“Todo o processo de transição foi conduzido com transparência, previsibilidade e em diálogo contínuo com funcionários e representantes, com alternativas como transferência e PDV (plano de demissão voluntária) de adesão opcional, sem demissões unilaterais”, garantiu a montadora.
Segundo Maggio, a inauguração da nova unidade em Sorocaba é um passo decisivo para fortalecer a operação da empresa do País: “A concentração da produção em um único lugar permitirá maior sinergia entre linhas, otimização de recursos e alinhamento às metas globais de sustentabilidade da companhia”.
A nova fábrica, conforme o comunicado da Toyota, foi concebida com foco em eficiência produtiva, tecnologias modernas de manufatura e redução de emissões, além de preparar a operação para novos modelos e tecnologias, como os sistemas híbridos.
A expansão do complexo industrial no interior paulista resultou na criação de 2 mil novos postos de trabalho. Em meio ao processo de encerramento das atividades em Indaiatuba, a Toyota enfrentou a destruição de sua fábrica de motores em Porto Feliz, SP, causada por um vendaval em setembro.
Também nesse caso a empresa vem evitando demissões, com ações que incluem a transferência de funcionários para a nova fábrica de Sorocaba entre outras iniciativas.
Foto: Divugação
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