Pouco mais de um ano depois de se tornar unidade de negócio independente do Grupo Porto — e não mais uma das atividades da tradicional seguradora —, a Porto Serviço começa a colher os frutos dessa decisão estratégica, sobretudo no segmento automotivo.
O foco desde então fechado nas atividades-fim tem permitido a ampliação do portfólio de serviços e, simultaneamente, rápida expansão física de sua rede de parceiros, agora da ordem de 250 centros automotivos. E até o fim deste ano outros 50 pontos devem ser abertos.
Contar com 300 centros de atendimento no encerramento de 2026 é, na verdade, apenas uma etapa no planejamento da nova divisão do grupo nascido há mais de oito décadas.
Daniel Morroni, diretor da Porto Serviço, antecipa que boa parte dos esforços no quinquênio 2025-2030 estará voltada exatamente para aumentar a capilaridade da rede, que hoje atende 500 mil clientes por ano, segurados ou não pelo grupo.
“A ideia é termos 500 parceiros até 2030”, afirma o executivo, que almeja também aumentar a atual cobertura geográfica, hoje muito concentrada no Sudeste, em particular no Estado de São Paulo.

Morroni: investimentos em treinamento, marketing e compras conjuntas.
Minas Gerais, estados das regiões Nordeste e Sul aparecem como destinos prioritários nesse planejamento, não por coincidência também para onde a Porto Seguro tem orientado sua expansão. “A seguradora tem uma base de 18 milhões de clientes e, naturalmente, isso ajudará a conquistar parte deles para nossos serviços.”
Dos 50 novos centros previstos para 2026, alguns são de parceiros que já integram a atual rede que ostenta a inconfudível fachada azul acrescida da palavra Serviço na testeira.
O interesse de empresários deterem mais de um centro automotivo, assegura Morroni, é fenômeno originado especialmente a partir de novo modelo de parceria adotado há apenas um ano.
Motivo claro é a participação mais intensa da própria Porto Serviço nos projetos conjuntos, seja por meio de investimentos em treinamento, em ferramentas de gestão ou, especialmente, em diversificadas ações de marketing capazes de acelerar o fluxo de clientes nas lojas.
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Mais ainda: os parceiros também passaram a se beneficiar de compras conjuntas, organizadas pela empresa e que, pelo volume contratado, resultam em preços mais acessíveis.
“Quem tinha um centro automotivo, agora quer ter dois”, afirma Morroni, para ilustrar o atual momento da divisão, que oferece diversos serviços gratuitos para segurados do grupo, como, por exemplo, troca de pneu furado, lâmpadas ou higienização do sistema de ar-condicionado, dentre outros.
E não por mera caridade, mas pela transversalidade das várias empresas do grupo, admite o executivo, que também responde pela Renova Ecopeças, divisão de reciclagem do grupo. “No fim, são pequenos serviços que ajudam a diminuir a sinistralidade e custos da seguradora, ao evitar, por exemplo, deslocamento de um guincho ou mesmo uma batida gerada pela lanterna de freio queimada”.
Portfólio em expansão
Essa abrangência daquilo que Morroni define como “agenda do carro”, ou seja, todo o universo de demandas de quem tem uma automóvel, implica em contínua busca por mais prestações de serviços. A mais recente delas atende pelo nome “Chaveiro Automotivo”.
Algo aparentemente banal, como a perda de uma chave, pode ser uma incômoda dor de cabeça para os motoristas, segurados ou não, a depender da hora e local. Também no formato de parceira e igualmente com padrões definidos pela Porto Serviço, como identidade visual, uniformes e atendimento 24 horas, surgiu o primeiro deles na Zona Norte de São Paulo.

“Agora o cliente tem um serviço qualificado, de confiança. Antes a seguradora encaminhava o carro para uma concessionária ou para a casa do cliente e ele precisava buscar um chaveiro qualquer. O problema dele não estava totalmente resolvido, portanto.”
A Porto Serviço espera constituir uma rede de chaveiros de forma paulatina. Começou na cidade de São Paulo e, a depender dos resultados, expandir para a região metropolitana e somente depois para outras cidades e estados.
A empresa também está se preparando para algo bem mais complexo: dar conta da crescente demanda por reparos de veículos eletrificados, hoje quase que totalmente concentrados nas concessionárias, seja pelo mercado ainda incipiente ou pelas garantias das montadoras em prazos alongados.
Segundo Morroni, a média de idade dos carros atendidos pela rede Porto Serviço é de quatro a sete anos, o que siginifica que boa parcela dos potenciais clientes ainda desfrutam do prazo de garantia das fabricantes de híbridos e elétricos.
De qualquer modo, o processo de ampliação da estrutura de atendimento para essas tecnologias já começou há um bom tempo. A empresa vem trabalhando na capacitação dos mecânicos da rede, assim como na definição dos equipamentos e dos modelos de atendimento, aspectos que exigem investimentos mais elevados tanto da Porto como dos parceiros.
“Teremos um serviço muito mais estruturado para dar qualquer suporte aos nossos clientes.”
Foto: Divulgação
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