Por Alzira Rodrigues

As exportações estão sendo decisivas este ano para o bom desempenho produtivo da indústria automobilística. Desde fevereiro os embarques têm ficado acima de 60 mil unidades/mês, com total de 627,8 mil veículos exportados no ano e receita acumulada de US$ 13,1 bilhões, incluindo automóveis, veículos pesados e máquinas agrícolas e rodoviárias. São números recordes para o período de janeiro a outubro.

No mês passado foram exportados 61,5 mil veículos, alta de 66,6% ante as 36,9 mil do mesmo mês do ano passado e de 2,5% no comparativo com setembro. O crescimento no ano é de 56,7% em número de unidades embarcadas e de 51,6% em receita – de janeiro a outubro de 2016 foram exportados 400,6 mil veículos, além de 11,4 mil máquinas agrícolas e rodoviárias, num total de US 8,6 bilhões.

Todos os países da América do Sul estão comprando mais do Brasil. A Argentina é nosso principal mercado, com total de 438 mil veículos adquiridos no ano, alta de 45% sobre o resultado de janeiro a outubro de 2016. As vendas para o México atingiram 75 mil unidades, com crescimento de 31%, e as destinadas ao Chile e Uruguai dobraram este ano com, respectivamente, 27 mil e 26 mil veículos embarcados.

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E as perspectivas são favoráveis para os próximos meses. O presidente da Anfavea, Antonio Megale, disse na quarta-feira, 8, que o acordo com a Colômbia deve finalmente entrar em vigência no começo de dezembro, com grandes chances de as vendas para aquele mercado crescerem a partir de então. Nos primeiros dez meses deste ano foram exportadas para a Colômbia 17 mil unidades, 23% a mais do que no mesmo período do ano passado.

Crédito do ICMS – O único problema que o setor enfrenta com relação às exportações refere-se aos créditos de ICMS que não estão sendo repassados para as montadoras. As informações obtidas pela Anfavea dão conta de que somente o Estado de São Paulo tem crédito de R$ 6 bilhões ainda não liberado para o setor.

“São créditos referentes ao ICMS pago sobre as peças adquiridas para a produção dos veículos exportados e que teriam de ser restituídos às montadoras. Se não tiver perspectiva de retorno desses créditos a empresa acaba contabilizando-os nos custos, o que afeta seus resultados e pode inibir as exportações”, explicou Megale.


Foto: Divulgação/VW