—  Vô, nós vimos um peixe grandão lá na praia. Tinha cara de bonzinho e a gente chegou bem perto. Ele ficou ali, quietinho e passamos a mão nele. Continuou bonzinho, quieto. Mas aí chegaram uns caras de barco e disseram que não podíamos fazer aquilo.

— Por quê? (criança pergunta tudo, né?)

Então o pessoal que cuida da preservação da espécie que está sempre sob a ameaça de desaparecer explicou a razão das crianças não poderem brincar com os animais.

— Este é um peixe-boi-marinho. Por ele ser assim, como vocês viram tão mansinho, as pessoas se aproveitam e os caçam para comer sua carne. Assim, não podemos deixar que eles se acostumem com a presença do homem, que nem sempre são bonzinhos com eles assim, como vocês crianças.

Meus netos aceitaram a explicação e repararam que, enquanto estiveram em férias em Tatuamunha (AL), o pessoal passava por lá, de lancha, não deixando o peixe-boi se aproximar demais da praia.

Esse tipo bonachão, que jamais tem atitudes agressivas, pode pesar até 600 kg e aos 4 metros comprimento, esteve na lista de animais “criticamente em perigo” por muito tempo, ameaçado pelo homem, seu maior predador.

Embora hoje viva uma situação melhor, ao entrar para alista dos “em perigo”, ainda precisa de proteção. Ela é dada pela Fundação SOS Mata Atlântica e  Instituto Chico Mendes, com o apoio da Fundação Toyota, que entrou para o Programa Peixe-Boi em 2011.

Este risco é associado à sua baixa taxa de reprodução. Sua gestação é demorada, dura cerca de 13 meses. Só gera um filhote por vez, com a amamentação durando até dois anos. Daí, um novo acasalamento só acontece ao fim deste largo período.

A caça em extinção

Com o início dos trabalhos de preservação do Peixe-Boi, que conscientizou os moradores da região, no município de Pedras (AL), que usavam o animal como alimento, a caça entrou em declínio e está praticamente extinta. Então, o rio Tatuamunha transformou-se num “berçário” da espécie, que teve sua primeira cria, em 2016. O projeto começou há 18 anos. E quem protege o Peixe-Boi hoje? Os moradores da região, evitando que forasteiros o cacem. Como “prêmio” cerca de 70 famílias vivem do turismo do “Peixe-Boi” ao levarem pessoas para conhecer o santuário dos animais.

Ao voltarem ao seu habitat, os animais recebem um microchip que permite aos veterinários acompanharem, via satélite, a sua movimentação e possam interferir em caso de necessidade. E os dados gerados, vão auxiliar os estudiosos a definir áreas para sua preservação.

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Preservação!

Preservação é uma palavra muito forte dentro da Toyota. E ela gerou ações como, entre outros programas de proteção, a Arara Azul, em Mato Grosso, programas nas áreas sociais junto às comunidades vizinhas às suas unidades.

E a preservação também entrou nas suas fábricas, quando a Toyota decidiu produzir veículos híbridos dando início ao Desafio Ambiental 2050, para reduzir até o mais próximo possível de “zero” os impactos negativos de seus veículos ao meio ambiente, contribuindo para a formação de uma sociedade sustentável.

E assim surgiram os híbridos, com destaque para o Prius, que responde por mais de 60% das vendas dos mais de 10milhões de modelos da marca vendidos no mundo, incluindo o Brasil, que em junho de 2016 recebeu modelos da quarta geração do carro. Com isso a Toyota reforça seu esforço em preservação.

 

chicolelis – chicolelis@gmail.com  é jornalista com passagens pelos jornais A Tribuna (Santos), O Globo e Diário do Comércio. Foi assessor de Imprensa na Ford, Goodyear e, durante 18 anos, gerenciou o Departamento de Imprensa da General Motors do Brasil