Por Alzira Rodriguesalzira@autoindustria.com.br

O balanço da primeira quinzena no setor automotivo indica total de 114.974 emplacamentos, o que representa média de 10.452 veículos vendidos por dia útil, o melhor resultado para o período este ano. O volume é 15,6% superior ao registrado nos mesmos dias de julho, quando a média diária ficou em 9.035 unidades.

Com base no movimento da primeira metade do mês, que inclui automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, fontes do varejo automotivo estimam entre 225 mil a 228 mil emplacamentos em agosto. O número, na análise de alguns distribuidores, pode até ser um pouco menor, na faixa de 220 mil, mas há consenso de que agosto caminha para ser o melhor mês do ano, superando o total de 217,5 mil veículos comercializados em julho.

As boas perspectivas para este mês foram antecipadas pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, quando divulgou o balanço dos primeiros sete meses do ano. Na ocasião, revelou ao AutoIndústria  que o movimento dos primeiros cinco dias do mês sinalizava crescimento em relação a julho.

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Bom início de mês para o mercado de veículos

As vendas diretas continuam em patamar elevado, o que é sempre uma preocupação nas redes de distribuição, que têm margem reduzida nesses negócios. Em julho, por exemplo, a participação das vendas diretas no total negociado no mercado de automóveis e comerciais atingiu expressivos 45,2%, o maior índice do ano. Na média de janeiro a julho esse porcentual está em 40,9%.

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Segundo fonte do mercado, os negócios feitos diretamente com frotistas, locadoras e afins estão ainda mais elevados esse mês. De qualquer forma, também houve aumento do fluxo de clientes nas lojas, o que sinaliza um segundo semestre melhor do que o primeiro. Antes da greve dos caminhoneiros, a média de venda diária estava em 10,3 mil veículos e a expectativa era a de retomar esse número – já superado na primeira quinzena de agosto – só em setembro ou outubro.

O mercado iniciou este ano com números positivos e chegou a vender em abril mais de 217,3 mil veículos. Com a greve dos caminhoneiros na última semana de maio houve paralisação da produção e consequente desabastecimento nas redes, com reflexos negativos também em junho.

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Em julho, a Anfavea anunciou que as montadoras iriam acelerar a produção para atender maior movimento no mercado interno. As vendas domésticas efetivamente reagiram, mas problemas na exportação, devido à retração nos dois principais mercados da indústria automotiva brasileira, Argentina e México, prejudicaram os planos de expansão e a produção caiu.


Foto: Divulgação/ CAOA