Ao reunir primeira vez todas as marcas do recém-criado Grupo Traton, no Salão Internacional e Veículos Comerciais de Hannover, na Alemanha, a Volkswagen Caminhões e Ônibus se destaca ao apresentar o e-Flex, um ônibus de tecnologia híbrida em série. A novidade surge depois de a companhia ter surpreendido o mercado brasileiro ao ter apresentado na Fenatran 2017, o e-Delivery, a versão elétrica da família de caminhões leves da marca.

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O desenvolvimento liderado pela engenharia brasileira encaminha uma solução que busca viabilidade comercial em um ônibus híbrido plug-in. Até aí, nada de novo. Mas o conceito incorpora o motor Volkswagen 1.4 TSI dos automóveis no papel de gerador de energia para as baterias.

De maneira resumida, o motor, que poderá ser abastecido com etanol, gás ou metano, funcionará somente nos momentos nos quais as baterias não têm energia suficiente para movimentar o veículo, voltando a ficar inoperante assim que a carga suficiente estiver disponível.

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Da maneira que o protótipo foi construído, as baterias com 650 V, instaladas no teto do veículo, pode abrigar de 80 a 400 Kw/h, o que permite desenvolver 260 Kw de potência (equivalente a 348 hp) e torque de 2.150 Nm (219,2 Kgfm). O motor elétrico é fornecido pela WEG e o encarroçamento foi feito pela Marcopolo.

A engenharia de Resende (RJ) desenvolve o modelo com objetivo atender aplicações urbanas em vias alimentadoras ou distribuidoras do sistema de transporte público. Segundo Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, o projeto ainda os custos como obstáculos em relação ao diesel. “Mas não tenho dúvidas de que dentro de cinco anos os custos começam as ter equivalências, seja do ponto de vista do investimento inicial quanto do operacional.”

Cortes estima que até 2021, o e-Flex esteja pronto para entrar em produção seriada.


Foto: VWCO/Divulgação