Alavancada principalmente pelo crescimento do mercado interno, a produção de veículos atingiu 263,3 mil unidades em outubro, com alta de 17,8% em relação a setembro e de 5,2% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, saíram das linhas de montagem das montadoras brasileiras total de 2,46 milhões de veículos, expansão de 9,9% em relação a idêntico período de 2017.

Conforme dados divulgados na quarta-feira, 7, pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, as vendas internas seguem em alta enquanto as exportações mantém ritmo de desaceleração. O mercado doméstico teve em outubro volume recorde de vendas no ano e o melhor desempenho desde dezembro de 2014, com 254,7 mil unidades. No acumulado dos dez meses a expansão é de 15,3%, com um total de 2,1 milhões de emplacamentos.

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Já as exportações seguem em queda, em função principalmente da retração nos mercados argentino e mexicano, os dois principais parceiros do Brasil. Com apenas 38,7 mil embarques em outubro, as vendas externas caíram 1,8% em relação a setembro e 37,3% no comparativo com o mesmo mês de 2017.

No acumulado do ano a retração é de 10,9%, com 563 mil embarques este ano contra 631,8 mil nos primeiros dez meses do ano passado. A receita com exportações, que até setembro era positiva, agora também indica queda no ano. Foram exportados US$ 971,2 milhões em outubro e US$ 12,8 bilhões nos primeiros dez meses, retração de 2,3% no comparativo com o mesmo período de 2017 (US$ 13,1 bilhões).

Diante desses resultados parciais, Megale admite que as exportações poderão nem chegar às 700 mil unidades previstas, enquanto o mercado interno tende a crescer acima dos 13,7% projetados pela entidade. “Como eu sempre digo, se errarmos para menos, como pode acontecer no caso das vendas doméstica, é bom”.

O presidente da Anfavea concedeu coletiva no São Paulo Expo, onde a partir desta quinta-feira, 8, acontece o Salão do Automóvel de São Paulo. Megale comentou na ocasião sobre o programa Rota 2030, que deveria ter sido votado na Câmara dos Deputados na terça-feira, 6, e acabou sendo aprovado naquele plenário só no dia seguinte.

Ele admitiu que a expectativa era a de o Rota 2030 sair até a abertura do salão nesta quinta-feira, mas a MP ainda tem de passar pelo Senado. O prazo máximo para a medida provisória não perder validade é 16 de novembro.

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Megale também comentou sobre o Mercosul ao ser questionado sobre declaração de um representante do presidente da República recém-eleito sobre o fim do Mercosul. Ele defendeu a continuidade dessa parceria na região, destacando que o Mercosul é extremamente importante para o Brasil, visto que há uma complementação produtiva entre os dois países. “O Mercosul é fundamental para o País competir comercialmente com outras regiões.”


Foto: Divulgação/Nissan