As vendas de veículos usados em março, com total de 1.039.535 unidades, caíram 7,1% no comparativo com fevereiro e 8,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do trimestre, verifica-se pequena alta de 1,5%, com 3,3 milhões de unidades negociadas no período, resultado puxado pela comercialização dos usados mais velhos, visto que os seminovos ainda não apresentaram qualquer reação este ano.

Segundo balanço divulgado nesta terça-feira, 2, pela Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, as vendas de seminovos, aqueles com até três anos de uso, totalizaram 557,4 mil unidades no primeiro trimestres, volume 13,4% inferior ao registrado nos três primeiros meses de 2018, da ordem de 664 mil.

Em março foram negociados 180,1 mil seminovos, 4,9% a menos do que em fevereiro e volume 21,9% inferior ao do mesmo mês do ano passado. Os números da entidade contemplam automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos.

A queda registrada no mês passado, segundo o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, reflete as oscialações no Índice de Confiança do Consumidor. “Em março, o ICC da Fundação Getúlio Vargas teve um recuo de 5,1 pontos em relação a fevereiro, caindo de 96,1 para 91,0 pontos, o menor desde outubro de 2018. Com essa expectativa no desempenho da economia, por parte do consumidor, é razoável aceitar esse recuo nas vendas”, avalia o executivo

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O relatório da Fenauto leva em conta que o fato de o carnaval ter ocorrido em março, favoreceu um movimento ainda lento, já que a aceleração da atividade econômica normalmente se faz sentir após esse tradicional feriado brasileito. Vale notar, no entanto, que o mercado de veículos zero-quilômetro não foi afetado por esse fator e acelerou em março e no trimestre.

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Venda de seminovos despenca, enquanto a dos demais usados cresce

Com exceção dos seminovos, todos os demais segmentos do mercado de usados estão em alta este ano. As vendas dos chamados usados jovens, com quatro a oito anos de uso, cresceram 1,7% no trimestre, atingindo 1,34 milhões de unidades negociadas. As dos veículos com nove a doze anos totalizaram 659,3 mil unidades, alta de 12,9 sobre o resultado dos primeiros três meses do ano passado, enquanto os mais velhinhos – acima de 13 anos – tiveram alta de 5,2%, para 762 mil unidades.