No primeiro trimestre do ano, o Grupo Daimler entregou em todos os mercados em que está atua, 773,8 mil automóveis e veículos comerciais, volume 4% menor em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. Com o resultado, o faturamento da empresa registrou leve declínio de 0,25%, para €39,7 bilhões contra €39,8 bilhões apurados nos primeiros três meses de 2018.

De acordo com relatório da companhia, todas as divisões automotivas relataram desempenho negativo. Foram diversos os fatores atribuídos pela Daimler sobre o resultado, de mudanças na estrutura interna de vendas, no caso do negócio de carros, aos custos adicionais com maiores preços de matérias-primas, além de despesas com tecnologias e novos produtos.

Apurou, no entanto, crescimento no Ebitda da Daimler Financial Services em virtude da fusão de serviços de mobilidade da Daimler e do Grupo BMW, com valor positivo de € 718 milhões.

“Agora temos de trabalhar duro para atingir nossas metas de 2019. Com base em nosso planejamento de vendas e nas contramedidas que já iniciamos, estamos confiantes de que atingiremos os objetivos”, diz em nota Dieter Zetsche, presidente do Conselho de Administração da Daimler AG. “Nos primeiros meses deste ano, implementamos consistentemente outros elementos da nossa estratégia e iniciamos vários projetos importantes: a nossa cooperação na smart com a Geely, o desenvolvimento de uma plataforma conjunta para a condução autônoma e a fusão dos serviços de mobilidade com os do Grupo BMW.”

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Ao expor o desempenho por divisões, o relatório aponta que o grupo, em “alinhamento com o parceiro de cooperação, decidiu não produzir a Mercedes-Benz Classe X na Argentina”, como estava agendada para este ano, na fábrica de Córdoba, onde é produzida a Nissan Frontier.

A unidade foi preparada para receber as duas picapes, além da Renault Alaskan. Todas compartilham a mesma plataforma. Com a decisão, a chegada da Classe X no País fica incerta. Na região da América do Sul, somente o Chile oferece o utilitário, importado da Espanha, onde é produzido nas proximidades de Barcelona.

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A Mercedes-Benz do Brasil não se pronuncia a respeito, mas em nota oficial a Nissan, dá a entender que a decisão se trata de um adiamento. “Considerando o atual ambiente econômico na América Latina, e após a avaliação da rentabilidade financeira de seu projeto na região, a Mercedes-Benz Vans nos informou que decidiu não lançar a picape e Classe X na América Latina em 2019, como inicialmente planejado.”

Da parte da Renault, o lançamento da Alaskan ainda não tem data definida para entrar em produção na Argentina tão pouco o lançamento no Brasil. Atualmente, o modelo é produzido no México e dos países da América do Sul, apenas a Colômbia tem a oferta.


Foto: Daimler/Divulgação