A produção brasileira de motocicletas voltou a crescer em maio. Saíram das linhas de montagem das associadas da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, 101 mil unidades no mês passado, 3,9% a mais do que em maio de 2018 e 10,7% acima do resultado de abril. Ao longo dos cinco primeiros meses do ano, a produção foi de 469 mil motos, crescimento de 5,3%.

O ritmo mais acelerado das linhas responde ao crescimento das vendas internas em 2019. De janeiro a maio os emplacamentos superaram 450 mil unidades, 17,6% a mais do que no mesmo período do ano passado. Só em maio foram negociadas 98 mil motocicletas, crescimento de 20,6% ante o mesmo mês de 2018 e 4,9% acima do resultado de abril. A média diária de vendas foi de 4.454 unidades, 12,2% acima de maio de 2018 e a maior desde junho de 2015 (4.815 unidades/dia).

“O aumento de produção é um reflexo direto da retomada dos negócios no varejo, estimulados pela maior concessão de crédito”, reforça Marcos Fermanian, presidente da entidade. Os financiamentos por Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e consórcios representam cerca de 70% das vendas de motocicletas.

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 As exportações, em compensação, seguem em baixa no ano. As fábricas instaladas em Manaus (AM) embarcaram apenas 3,2 mil motos no mês passado, 51,3% abaixo do volume registrado um ano antes. O recuo é semelhante ao verificado no acumulado de 2019, 52,1%, quando foram exportadas 17,5 mil motocicletas.

A Argentina manteve a liderança dos principais países compradores, com 8,8 mil motocicletas, 48,2% do total exportado. Na sequência, estão os Estados Unidos, com 3 mil unidades e 16,6% de participação, e a Colômbia, com 2.345 unidades e 12,9% de participação.


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