Se não envolvesse tanto dinheiro e um cronograma bem mais extenso para planejamento e execução, pareceria até picuinha de última hora contra a Renault.

Poucos dias depois de ver frustrada sua tentativa de fusão com a montadora francesa, uma das líderes mundiais no desenvolvimento da mobilidade elétrica, a FCA anunciou que investirá  € 700 milhões para fabricar o Fiat 500 elétrico.

Na semana passada, Pietro Gorlier, executivo responsável pela operação europeia do grupo ítalo-americano, confirmou que justamente a tradicionalíssima fábrica de Mirafiori, em Turim, cidade sede da Fiat, abrigará uma linha de montagem capaz de fabricar anualmente 80 mil unidades do subcompacto elétrico.

As primeiras unidades chegarão às ruas europeias até o final do primeiro semestre do ano que vem. Em entrevista coletiva na última quinta-feira, 11, Gorlier admitiu até que poderá ampliar a capacidade inicial da nova linha, caso necessário.

Dinheiro para isso não deve faltar: a FCA divulgou no ano passado plano de investir pesado em modelos híbridos e elétricos no curto prazo e que terá ao menos 30 modelos de carros com algum nível de eletrificação nos mercados europeus até 2022.

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A chegada do 500 elétrico não encerrará a trajetória do icônico subcompacto com motor a combustão interna, iniciada na década de 50 e que ganhou novo impulso nos últimos  20 anos.

O veículo convencional continuará a ser fabricado na planta de Tychy, de onde é distribuído para dezenas de mercados. Pelo até a legislação europeia e os próprios consumidores não determinarem seu fim.


Foto: Divulgação/FCA