A Abac, Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio, divulgou estudo esta semana para mostrar a evolução do setor na área de máquinas e implementos agrícolas. Entre março de 2015 e maio deste ano, o número de participantes saltou de 69,5 mil para 106,3 mil, uma evolução de 53%.

Realizado a partir de dados fornecidos pelas administradoras associadas que atuam no segmento, integrante do grupo de veículos pesados, a entidade traçou um perfil dos consorciados, com dados por região e dos bens mais procurados por meio da modalidade.

Dos 106,3 mil de participantes ativos registrados em maio, 50,6 mil ou 52,1% do total eram pessoas físicas, enquanto as jurídicas detinham participação de 40,4%, com 47 mil consorciados, e os produtores rurais ficaram com 7,5%, somando 8,7 mil.

Divididos por região, a Sudeste ficou com o maior volume de participantes, com 36,1% ou 38,3 mil. Nas outras regiões, os porcentuais e respectivos totais mostraram o Sul com 28,4% ou 30,2 mil consorciados, o Centro-Oeste com 22,3% ou 23,7 mil, Nordeste com 7,7% ou 8,3 mil, e Norte com 5,5% ou 5,8 mil.

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Ao comentar sobre a contribuição do consórcio nos negócios agrícolas, o presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, destaca que o crédito médio no segmento atualmente é de R$ 184,3 mil, com valores praticados que variam de R$ 60,1 mil a R$ 676,8 mil.

“São dados que reafirmam a relevância da modalidade nos mais diversos tipos de agronegócio, com destaque para os que planejam e/ou pretendem comprar máquinas e equipamentos móveis e fixos de forma mais adequada, com mais tecnologia embarcada e que proporcionem mais lucratividade.

Rossi ressalta ainda que os grupos na área agrícola variam de 60 a 120 meses, com média de 114 meses. A taxa média mensal de administração praticada esteve em 0,110% na última amostra.


Foto: Divulgação/New Holland