Cerca de 11% da energia consumida nas diversas unidades da General Motors no Brasil têm origem em fontes renováveis. O índice ainda está abaixo da média mundial da empresa, que atingiu 20% de energias renováveis no ano passado, conforme recente relatório de sustentabilidade global da empresa (www.gmsustainability.com), que objetiva utilizar 100% de energia renovável em seus processos produtivos em 2050.

Apesar dessa diferença para outros polos produtores da GM, as fábricas da empresa no Brasil têm recebido investimentos e melhorias no sentido de reduzir consumo, aumentar eficiência nos processos e ampliar a participação de energias limpas neles.

A veterana planta de São Caetano do Sul (SP), por exemplo, conta com sistema de aquecimento solar para a água utilizada nos chuveiros dos vestiários. Foram instalados no telhado da fábrica 280 painéis solares, com área conjunta de 560 m². Eles asseguram água aquecida para 300 chuveiros, equivalentes a um consumo diário de 900 residências.

A unidade de Joinville (SC), a mais nova da empresa, inaugurada há apenas 6 anos, foi a primeira da indústria automotiva brasileira a contar com sistema de geração de energia solar fotovoltaica.

O sistema fornece para as áreas produtivas e escritórios e, segundo a GM,  evita emissões de 10,5 toneladas de CO2 – equivalente à energia consumida por 220 casas anualmente. A energia solar também é utilizada para aquecer 15 mil litros de água por dia, reduzindo os custos de gás natural e evitando 17,6 toneladas de emissões de CO2 por ano.

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A empresa tem atacado também em outra frente para reduzir seu consumo: a iluminação das unidades de São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes e Gravataí  agora é em LED. Com a tecnologia, a empresa assegura que gerou uma economia de 60% no consumo de energia destinada à iluminação.

“Um importante passo anterior à adoção de fontes renováveis de energia são as medidas com vistas à eficiência energética e consequente redução do consumo. Se olharmos os últimos 15 anos, nossa redução de consumo de energia por veículo produzido atingiu 57%”, recorda Glaucia Roveri, gerente de Energia e Utilidades da GM América do Sul.


 

Foto: Divulgação/GM