Ainda não se sabe o nome das empresas que surgirão da separação dentre os negócios de transporte de carga e de máquinas de construção e agrícola anunciado há pouco mais de um mês pelo Grupo CNHi. Mas já se tem certeza de que com a divisão, a organização a ser criada ganhará mais agilidade e autonomia.

Para Gerrit Marx, presidente mundial para veículos comerciais e especiais   da CNHi, embora o resultado do spin-off reduza a empresa, tamanho não determinará eficiência. “Certamente teremos mais capacidade de atender melhor ao cliente, com mais rapidez e foco em comparação a agilidade que um grande conglomerado pode oferecer. Com mais independência, podemos criar nossas próprias soluções.”

No caso da Iveco, a fabricante tem bem definidos os eixos de ação no horizonte. Simultaneamente ao anúncio da divisão, a parte que seguirá com as soluções de transporte de carga revelou investimento de US$ 250 milhões na Nikola, startup de tecnologia que calça seus objetivos no desenvolvimento de caminhões movidos a célula de combustível.

“Já somos líderes europeus com uso da tecnologia a gás, queremos ser também em eletrificação e hidrogênio. Não abandonaremos o diesel, mas estaremos prontos quando a infraestrutura para as novas tecnologias estiver pronta.”

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O executivo entende que os desenvolvimentos diversificarão os acionamentos veiculares, especialmente o gás, “capaz de reduzir significativamente a emissão e promover independência da matriz energética, tendência que também faz todo sentido para a América Latina”.

Gerrit conta que a liderança na tecnologia a gás foi uma das razões para a Nikola escolher a Iveco como parceira nas soluções a vir. “Temos experiência em caminhões movidos a gás liquefeito e uma estrutura mais enxuta em relação a outros fabricantes, mais ágil para mudanças.”


Foto: Iveco/Divulgação