Se o mercado interno de caminhões, particularmente, e o de automóveis e comerciais leves encerrarão 2019 com crescimentos relevantes, as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias recuarão frente ao ano passado. A Anfavea já dá como certo que o número de unidades negociadas será pelo menos 3% menor.

Luiz Carlos Moraes, presidente da entidade que reúne os fabricantes, enfatiza que o desempenho negativo não se deve, necessariamente, à falta de demanda. Segundo o dirigente, o setor perdeu de dois a três meses de negócios no início do ano por conta de indefinições de taxas e linhas de financiamento. “Na verdade, nesse sentido, 2019 será um ano de no máximo 10 meses”, afirma o dirigente.

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O decréscimo projetado para 2019 é até inferior ao registrado de janeiro a outubro. No período, foram negociadas 37,1 mil unidades, 6,3% a menos do que em igual período do ano passado. Só em outubro, o setor negociou 4,2 mil unidades, contra 5 mil um ano antes.

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Tratores de rodas, voltados sobretudo para a construção e responsável por cerca de 70% do total de máquinas vendidas no mercado interno, é a linha de produtos de pior desempenho relativo em 2019. Nos primeiros dez meses do ano, foram vendidos somente 28,7 mil unidades, quase 13% menos do que no mesmo período de 2018.

As exportações demostram equilíbrio frente ao ano anterior. Com as 1.135 unidades embarcadas em outubro, o setor já exportou 10,8 mil máquinas em dez meses, 0,7% a mais. A Anfavea, porém, projeta evolução anual da ordem de 2,5%, para cerca de 13 mil máquinas.

Exportações ainda com variação ligeiramente positiva e mercado interno em baixa afetaram o ritmo das linhas de montagem. Nos dez primeiros meses do ano, foram fabricadas 46,5 mil máquinas contra 53,6 mil de igual período de 2018, 13,4% abaixo portanto. A expectativa dos fabricantes, porém, é atingir 60 mil unidades no ano, declínio de 8,6%.


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