Mercado

Scooters batem recorde de vendas no Brasil

Ante média de 14,8% de expansão do mercado, segmento acelerou 39,6%, totalizando 78,9 mil unidades até outubro

A categoria de scooters é uma das que mais cresce este ano no mercado interno de motocicletas. Enquanto as vendas totais de motos registraram, na média, expansão de 14,8% no acumulado até outubro, o segmento de scooters acelerou 39,6%, saltando de 56,5 mil unidades para 78,9 mil.

“O volume deste ano no atacado reflete recorde histórico de demanda por scooters no Brasil”, destacou o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, ao divulgar o balanço do setor na segunda-feira, 18, quando foi inaugurado o Salão Duas Rodas 2019 no São Paulo Expo, na capital paulista. O evento, que abriu as portas ao público na terça-feira, 19, encerra-se no domingo, 24.

Definido pela Abraciclo como um motociclo de câmbio automático ou semiautomático concebido para privilegiar o conforto, o scooter ocupa hoje a quarta colocação no ranking das dez categorias de motos comercializadas no País, com participação de 8,6% nas vendas totais. Segundo Femanian, esse tipo de modelo agrada tanto o público masculino como o feminino e tem tido demanda crescente por ser uma opção confortável para driblar o trânsito principalmente das grandes cidades.

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Justamente pela procura crescente, esse tipo de moto é destaque nos estandes da maioria dos expositores do Salão Duas Rodas deste ano. A Honda, por exemplo, aproveita o evento para avaliar a percepção do público em relação a dois modelos dessa categoria – o scooter Forza 300 (foto acima), um dos principais ícones no segmento na Europa, e o ADV 150 (foto abaixo), o mais recente lançamento mundial da marca. Dependendo da reação dos visitantes, os modelos poderão ser comercializados por aqui.

No total, as vendas de motos no atacado atingiram 894,7 mil unidades até outubro, ante as 779,2 mil comercializadas no mesmo período do ano passado. A categoria que lidera o ranking é a Street – motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso urbano e de preço mais acessível -, que acumulou venda de 458,6 mil unidades, com 49,9% de participação e crescimento de 12,5% em relação a 2018.

Na sequência vem a categoria Trail – moto de baixa ou média cilindrada destinada ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto em terreno não pavimentado -, com 181.549 unidades e fatia de 19,8%. A categoria Motoneta – motociclo underbone, destinado ao uso urbano, de baixa cilindrada e dotado de câmbio automático ou semiautomático – é a terceira com maior demanda (138.780 unidades e 15,1%).

A quarta, como já comentado, é a categoria Scooter, seguida da Naked – moto sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho, concebida para a utilização em terrenos pavimentados -, que totalizou venda de 21 mil unidades e 2,3% de participação. Complementam o ranking das dez categorias a Big Trail, Off-Road, Custom, Sport, Ciclomotor e Touring.

A única categoria que cresceu mais do que a de scooters este ano foi a Off-road, que passou de 6,4 mil para 11,8 mil unidades no comparativo interanual. Sua participação, no entanto, é bem inferior, de apenas 1,3%.


Fotos: Divulgação/Honda

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Publicado por
Alzira Rodrigues

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