Hyundai

Ulsan, maior fábrica de automóveis do mundo: 1,4 milhão de unidades anuais e 32 mil funcionários.

O que há duas semanas parecia uma distante possibilidade, mera especulação, entrou para a ordem do dia de muitas empresas do setor automotivo a partir de agora. Nesta terça-feira (4), a Hyundai Motor afirmou que suspenderá temporariamente a produção de veículos na Coreia do Sul. Motivo: interrupção do fornecimento de peças e componentes chineses.

A montadora coreana, assim, é a primeira grande fabricante a parar suas linhas de montagem fora da China em decorrência do surto de coronavírus. E o pior, em sua principal base produtiva, responsável por 40% de toda a produção mundial da empresa.

Suas sete fábricas na Coreia do Sul destinam a maior parte da produção para outros mercados, em especial Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. Dos mais de 4,4 milhões de veículos que a Hyundai vendeu em todo o mundo em 2019, somente 742 mil foram negociados no mercado interno coreano.

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A dependência de autopeças fabricadas na China tem sido crescente para todas as montadoras e especialmente para o conglomerado que, além da Hyundai, engloba também a marca Kia. Muitos fornecedores coreanos instalaram unidades ao lado das fábricas chinesas da empresa para fornecimento jun in time e para fornecimento a outras países.

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Por conta disso, os estoques nas plantas da montadora, mesmo  na Coreia do Sul, são mínimos e a paralisação um pouco maior de um fornecedor pode afetar a linha de montagem de veículos em poucos dias. Na semanada passada,  a Hyundai já interrompera a produção do Hyundai Palisade, SUV de luxo, por falta de componentes.

Os cronogramas de suspensão variam de acordo com a linha de produção, disse uma porta-voz da Hyundai à agência Reuters. “A empresa está revendo várias medidas para minimizar a interrupção de suas operações, incluindo a busca de fornecedores alternativos em outras regiões”, afirmou a própria montadora em comunicado.


Foto:  Divulgação/ Hyundai