Inicialmente marcado para os dias 21 a 30 de abril, o Salão do Automóvel de Pequim foi adiado. Os organizadores creditaram a medida ao surto de coronavírus na China. Em nota divulgada nesta segunda-feira (17), asseguraram que uma nova data será divulgada nos próximos dias.

A epidemia, que já infectou mais de 780 mil pessoas e matou cerca de 1,8 mil,  está compromentendo todo o setor de exposições e feiras no país aisático. Muitas mostas e congressos já foram cancelados.

Realizado a cada dois anos, o Salão de Pequim teve sua primeira edição em 1990 e reúne centenas de milhares de visitantes. Nesses 30 anos, tornou-se  uma das maiores expsoições automotivas do mundo e palco de dezenas de lançamentos da indústria automobilística local e global, em especial de veículos elétricos, que têm na China o maior mercado e são incentivados pelo governo.

O adiamento do Salão de Pequim é apenas mais um lado da crise gerada pelo coronavirus no setor automotivo.  A produção de veículos na China segue interrompida em diversas fábricas e o precário fornecimento de autopeças para outros países já começa a afetar a indústria em outros polos produtores.

Depois de Hyundai interromper alguns dias os trabalhos em fábricas coreanas no início do mês, a FCA revelou, na sexta-feira (14), que parou sua linha de montagem na Sérvia. O motivo alegado foi exatamente a falta de componentes chineses, como os que compõem o sistema de som do 500L, modelo da Fiat produzido em Kragujevac, que somou 40 mil veículos no ano passado.

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Sem precisar um dia, fonte da FCA ouvida por agências internacionais afirmou que a produção será reiniciada ainda este mês e que a empresa tem buscado alternativas de fornecimento para suprir os estoques afetados.

A FCA, assim, é a primeira montadora a parar uma fábrica na Europa. No começo do mês, Mike Manley, CEO global da montadora, já alertara que a falta de componentes poderia afetar a produção de uma de suas unidades europeias.

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