A Marcopolo quer ter carrocerias de ônibus cada vez mais leves no futuro próximo. Para isso, a empresa trabalha no desenvolvimento de componentes com novos materiais, como o grafeno. A ideia é iniciar testes com a aplicação do composto até o fim deste ano.

Além de obviamente assegurar um conjunto mais leve, o que reduz o consumo de combustível fóssil, a adoção do grafeno, afirma a encarroçadora, amplia a resistência estrutural, o que colabora para a introdução de veículos elétricos ou híbridos, clara tendência da indústria automobilística mundial.

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“Iniciamos  estudos que permitirão determinar qual a quantidade ideal de grafeno na composição do material que está relacionado diretamente com a resistência mecânica desejada para cada subsistema do nosso produto”,  afirma Luciano Resner, diretor de engenharia da encarroçadora.

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A Marcopolo também estuda o grafeno associado ao aço e a vários polímeros. “Nossos trabalhos mostram que a liga com grafeno e aço proporciona redução de peso e melhoria das características mecânicas. Estamos desenvolvendo a sua aplicação na pintura, com a adição do grafeno em tintas para reduzir camadas, diminuindo custos e melhorando as características contra a corrosão.”

Fazem parte dos estudos ainda peças poliméricas com adição do grafeno que poderiam substituir as metálicas, como suportes, ou materiais de acabamento, como a estrutura do porta-pacotes, e até em alguns componentes estruturais, como poltronas.

O grafeno é considerado o material mais leve e forte do mundo, sendo 200 vezes mais resistente do que o aço. Também é o material mais fino que existe,tem espessura de um átomo, ou 1 milhão de vezes menor que um fio de cabelo. Uma folha de grafeno de 1 m² pesa 0,0077 grama e é capaz de suportar cargas de até quatro quilos.


Foto: Divulgação