A Volkswagen voltou a produzir na fábrica de General Pacheco, Argentina, nesta segunda-feira, 18, após autorização do Ministério do Desenvolvimento Produtivo, do governo da província de Buenos Aires e do município de Tigre. A unidade, por enquanto, terá apenas um turno de trabalho.

A volta às atividades obedecerá cronograma progressivo e protocolo de saúde e segurança já adotado pela empresa  na fábrica de Córdoba, também na Argentina. Os procedimentos se baseiam nas experiências que o grupo  desenvolveu nas plantas da China e Alemanha, além de recomendações do governo provincial e municipal, e receberam o aval dos sindicatos dos trabalhadores.

As medidas de higiene e segurança incluem dispensers de desinfetantes em vários pontos da fábrica, câmeras térmicas e termômetros infravermelhos para medir a temperatura periodicamente dos empregados, uso obrigatório de máscaras descartáveis e distanciamento de 1,5 m entre os trabalhadores.

Pacheco conta cerca de 3,7 mil funcionários e o pessoal das áreas administrativas seguirá, sempre que necessário, em regime de trabalho remoto. A planta é base produtiva da picape Amarok, vendida no Brasil e em outros 34 países, além do mercado interno argentino.

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A Volkswagen encaminha investimentos da ordem de US$ 650 milhões para a modernização dos processos produtivos de Pacheco, uma nova cabine de pintura à base de água e, sobretudo, a adoção da nova plataforma global MQB A, que base do SUV Tarek.

A produção pré-série do primeiro utilitário esportivo da marca produzido na Argentina começou em fevereiro, bem antes da interrupção das atividades por conta da pandemia da Covid-19, no fim de março. O modelo deve ser lançado no Brasil, principal destino dos automóveis produzidos na Argentina, até o começo do ano que vem  concorrerá com, por exemplo, o Jeep Compass.


Foto: Divulgação