Após obter todas as aprovações das autoridades reguladoras, a ZF anuncia a conclusão de aquisição da Wabco. Na transação, a ZF pagará US$ 136,50 por ação, conforme registro feito pela Wabco na Bolsa de Valores de Nova Iorque, algo em torno de US$ 7 bilhões.

A ZF inicia agora o processo de integração da companhia, que atuará de maneira independente como a divisão de Sistemas de Controle para Veículos Comerciais da ZF, a décima do conglomerado alemão. A fusão reforça as capacidades de fornecimento, além de colocar foco na expansão do portfólio de serviços para veículos comerciais da ZF.

“A combinação destas duas empresas de sucesso trará uma nova dimensão de inovação e aptidão às tecnologias de sistemas para veículos comerciais. Graças aos nossos portfólios e competências perfeitamente complementares, podemos oferecer soluções e serviços sem precedentes para montadoras e frotas em todo o mundo”, diz em nota Wolf-Henning Scheider, CEO da ZF. “Desta forma, estamos ativamente moldando o futuro do setor de transporte que passa por constantes mudanças.”

A nova divisão em que se tornará a Wabco já nasce grande com aproximadamente 12 mil colaboradores em 45 localidades em todo o mundo. No último balanço financeiro divulgado, de 2018, a empresa registrou receita de vendas de US$ 3,8 bilhões.

No comando da divisão estará o recém-nomeado Fredrik Staedtler, até então à frente da divisão de Tecnologias para Veículos Comerciais da ZF no lugar de Jacques Esculier, Chairman e CEO da Wabco, que sai da companhia para se aposentar.

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Plano de cortes

O anúncio da conclusão de aquisição da Wabco ocorre um dia depois de um memorando interno da ZF revelado pela Reuters com planos de reduzir a força de trabalho de 12 mil a 15 mil postos de emprego até 2025 em todo o mundo. De acordo com o balanço anual do ano passado, a empresa encerrou o período com 147,7 mil colaboradores.

Ainda segundo a agência internacional, pelo e-mail, assinado pelo CEO Wolf-Henning Scheider, a medida surge como consequência da acentuada queda na demanda, o que promoverá “pesadas perdas financeiras em 2020. Essas perdas ameaçam nossa independência financeira. A crise vai durar mais e, mesmo em 2022, ficaremos notavelmente aquém das nossas metas de vendas.”

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Foto: ZF/Divulgação