Com exportações e importações em queda devido às várias dificuldades trazidas pela pandemia da Covid-19, a indústria de autopeças registrou queda de quase 10,7% em seu déficit comercial no comparativo dos primeiros cinco meses deste ano em relação ao mesmo período de 2019. O valor acumulado baixou de quase US$ 1,67 milhão para US$ 1,49 bilhão.

Os dados contam da balança comercial divulgada mensalmente pelo Sindipeças e indicam, segundo a entidade, que a retração deve ser manter neste mesmo patamar até o final do ano. Em 2019, o déficit comercial do setor já havia recuado 29%.

As exportações de autopeças totalizaram US$ 239,7 milhões em maio, com retração de 18,4% em comparação a abril e de 63,6% frente ao mesmo mês de 2019. A variação negativa foi inferior àquela observada entre os meses de março e abril, quando o fechamento dos mercados produziu um tombo da ordem de 58%. As exportações de autopeças totalizaram US$ 2,1 bilhões no acumulado do ano, montante 33% inferior ao de idêntico período do ano passado.

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“Apesar da depreciação do câmbio e de fatores pontuais de estímulo, entendemos que as vendas externas poderão recuperar os níveis pré-pandemia no primeiro trimestre de 2021, caso o real se mantenha depreciado frente ao dólar, na casa de R$ 5,00 e haja rápida normalização das condições econômicas nos parceiros comerciais, sobretudo Argentina, Estados Unidos e México”, avalia o Sindipeças.

Também as importações recuaram no acumulado até maio, totalizando US$ 3.6 bilhões, 25,4% a menos do que o resultado dos primeiros cinco meses do ano passado (US$ 4,83 bilhões). No mês de maio as importações atingiram US$ 567,3 milhões, com queda de 44,8% frente ao montante de US$ 1,03 de igual mês do de 2019 e de 1,9% sobre abril.