Com queda nas importações e também nas exportações na faixa de 30%, a indústria de autopeças acumula déficit comercial até setembro de US$ 2,14 bilhões, valor 33,7% inferior ao dos primeiros nove meses de 2019, que ficou em US$ 3,23 bilhões.

Conforme relatório da balança comercial publicado nesta quarta-feira, 21, no site do Sindipeças, as exportações totalizaram US$ 3,84 bilhões no período de janeiro a setembro, recuo de 29,9% em relação aos US$ 5,48 bilhões embarcados no mesmo período do ano passado.

No mesmo comparativo, as importações sofreram retraçao de 31,3%, de US$ 8,71 bilhões para US$ 5,98 bilhões. Vale lembrar que os números negativos deste ano refletem as paralisações do setor automotivo em todo o mundo por causa da pandemia da Covid-19.

Na passagem mensal, as exportações caíram 3,4% após três meses consecutivos de alta. Foram exportados no mês passado total de US$ 488 milhões, ante os US$ 505 milhões de agosto. As importações cresceram 14,6%, passando de US$ 541,8 milhões para US$ 621 milhões.

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A Argentina voltou a ser o principal comprador das autopeças brasileiras, com total de US$ 790,8 milhões exportados no ano para o pais vizinho, receita 30,3% inferior à registrada nos primeiros nove meses do ano passado.

Para os Estados Unidos foram embarcados US$ 737,4 milhões, queda de 36,9% no mesmo comparativo. Há um ano o país estadunidense estava na frente da Argentina entre os principais mercados de destino das autopeças brasileiras.

Com relação às importações, a China segue como principal fornecedor de autopeças para o Brasil, com vendas da ordem de US$ 1,09 bilhão até setembro. Nesse ranking os Estados Unidos também aparece em segundo lugar, com US$ 556 milhões. A queda nas compras de autopeças junto a esses dois países foi de, respectivamente, 15,6% e 24,1%.


Foto: Divulgação/Fenatran 2019