Anderson Suzuki, que coleciona longa passagem pelo setor automotivo brasileiro, acaba de assumir a Diretoria de Planejamento de Produto da montadora chinesa Great Wall para a América do Sul e Central.

Suzuki: relação direta com a matriz.

Sediado inicialmente em São Paulo, o executivo responderá diretamente à matriz da empresa localizada em Baoding, a cerca de 150 quilômetros da capital chinesa.

Maior fabricante privado de veículos da China e também produzindo em parceria com empresas como a BMW, a Great Wall ainda tem presença residual nos países latino-americanos e discretas em outros 60 mercados fora da China. Em 2020, negociou  em todo o mundo — a grande maioria na China — pouco mais de 1,1 milhão de veículos, sobretudo picapes e SUVs.

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Há pouco mais de dois anos, a Great Wall conta com um importador na Argentina. Na Bolívia, tem diminuta linha de motagem CKD e seu maior mercado na América do Sul é o Chile, país de fronteiras abertas a veículos de todo o mundo.

Na primeira metade da década passada até ensaiou a construção de uma fábrica no Brasil e, posterioramente, encaminhou tratativas com o Grupo Caoa, que acabou fechando mesmo com outra chinesa, a Chery.

Já no ano passado, informações davam conta de que a marca estudava aportar por aqui com suas picapes e SUVs importados. A contratação de Suzuki, agora, pode sinalizar  que os estudos para a ampliação da empresa na região e, em especial no Brasil, continuam nos planos.

Suzuki, formado em administração pública e com pós-graduação em Vendas e Marketing no Tecnológico de Monterrey, México, trabalhou na operação brasileira da Toyota de 2014 a 2019. Tem ainda longeva carreira de 16 anos na Nissan, com experiências no México e Japão.

Suzuki seguirá como diretor de Comunicação  e Eventos da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, posição ocupada desde 2017.


 

Foto: Reprodução