AAcea, Associação Europeia dos Cosntrutores de Automóveis, apurou um fato histórico após os dois primeiros meses de 2021: a Volkswagen, depois de muitos anos, perdeu a liderança de vendas na soma dos trinta mercados da Europa acompanhados pela entidade.

O feito coube justamente à mais nova montadora global, a Stallantis, criada oficialmente há pouco mais de dois meses, com a fusão da PSA e FCA. Somando suas 14 marcas — nove delas europeias, como Fiat, Peugeot, Citroën, Opel e Vauxhall —, a empresa liderou as vendas totais de carros de passeio e comerciaisleves.

A Stellantis vendeu em janeiro e fevereiro quase 481 mil veículos, enquanto do Grupo VW, que reúne principalmente os produtos da própria Volkswagen, Audi, Skoda e Seat, foram entregues 452,4 mil unidades.

Se considerados somente os automóveis de passeio, porém, o conglomerado alemão permeceu à frente ao negociar 420 mil unidades ante 377 mil da concorrente, que tem participação destacada em comerciais leves sobretudo com modelos da Peugeot e Citroën.

Em 2020, o Grupo VW negociou pouco mais de 3,2 milhões na região, 6% acima dos 3 milhões que obtiveram as então PSA e FCA combinadas.

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Se a vantagem para a segunda colocada na Europa ainda é proporcionalmente pequena, na América do Sul a Stellantis conquistou a ponta com larga margem em seus dois primeiros meses. No Brasil, o grande mercado da região, a empresa já domina perto de um terço nos negócios.

De janeiro até a primeira quinzena de março, dos 408 mil veículos vendidos no País,  Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram somaram mais de 119 mil licenciamentos, 29,2%. A vantagem em números absolutos para o Grupo Volkswagen —  que inclui produtos somente de Volkswagen e Audi — foi de 48,7 mil veículos.  Assim, só a Fiat, com 85,2 mil licenciamentos, suplantou com tranquilidade a soma da dupla Volkswagen-Audi.

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Foto: Divulgação