Com alta de 14,2% na venda de novas cotas e de 28,2% no volume de créditos comercializados ao longo do primeiro trimestre, o consórcio de veículos atingiu recorde de participantes ativos no final de março, registrando 6,56 milhões de usuários nos segmentos de automóveis, comerciais leves, caminhões, implementos e motocicletas. Eram 6,2 milhões há um ano, alta de 5,8%.

Balanço divulgado nesta segunda-feira, 26, pela Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, mostra total de 645,25 milhões de cotas vendidas nos três primeiros meses do ano, com R$ 26,5 bilhões de créditos negociados. Há um ano esses números eram de, respectivamente, R$ 565 milhões e R$ 20,7 bilhões.

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, diz que o setor vem se adequando à realidade de mercado imposta pela Covid-19 e, com isso, o setor tem resultados altamente positivos apesar do quadro atual da saúde e da própria economia.

“A convivência com as restrições determinadas pelas autoridades sanitárias tem provocado constantes adequações nas estratégicas de atuação das administradoras junto ao mercado. Sempre existem novos formatos de contatos e de abordagem, visando conscientizar, mostrar as diferenças e motivar os consumidores a aderirem ao consórcio”, comenta o executivo.

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O volume de créditos disponibilizados no trimestre foi o que menos cresceu. A alta foi de apenas 1%, passando de R$ 10,3 bilhões para R$ 10,4 bilhões no comparativo interanual. A única queda registrada no sistema foi a do número de consorciados que tiveram a possibilidade de comprar veículos, que baixou 7,7%, de 297,6 mil para 274,7 mil na mesma relação.

A Abac destaca como mais um dado positivo o aumento da participação dos consórcios em créditos concedidos no mercado automotivo, incluindo CDC, leasing e outras modalidades. O índice subiu de 20% em fevereiro de 2020 para 21,8% no mesmo mês deste ano, quando foram concedidos R$ 7,5 bilhões.

Tíquete médio

O maior aumento no tíquete médio, de 20,1%, foi no segmento de veículos leves. Esse valor passou de 42,2 mil para R$ 50,7 mil no intervalo de um ano, refletindo em grande parte os reajustes que as montadoras vêm praticando nos últimos meses, tanto no caso dos automóveis como das picapes e furgões.

Nos veículos pesados, a alta foi de 6,4%, de R$ 171,3 mil para R$ 182,3 mil. Em relação às motocicletas, o tíquete médio passou de R$ 13,6 mil para R$ 14,6 mil, elevação de 7,1%.


Foto: Pixabay