A Cummins atingiu faturamento de US$ 6,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, registrando crescimento de 22% em comparação com idêntico período do ano passado. Apesar do desempenho positivo, a empresa admite enfrentar problemas de desabastecimento de componentes, o que vem exigindo grandes esforços para manter um nível de entrega compatível com a demanda.

“Embora sejamos encorajados pelo aumento da procura por nossos produtos, o ritmo da recuperação colocou uma pressão sobre as cadeias de suprimento globais, levando a um aumento de custos e desafios no atendimento ao usuário final”, reconhece Tom Linebarger, presidente e CEO da Cummins.

Dentre as principais dificuldades, ele destaca a escassez de componentes-chave e os gargalos na logística global: “A capacidade de abastecimento é nosso principal objetivo agora e estamos dedicando os nossos esforços para mitigar o impacto”.

A empresa teve lucro Ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 980 milhões (16,1% das vendas) no primeiro trimestre, valor superior ao de um ano atrás, que ficou em US$ 846 milhões (16,9% das vendas). O lucro líquido no período foi de US$ 603 milhões (US$ 4,07 por ação diluída), ante os US$ 511 milhões ($ 3,41 por ação diluída) dos primeiros três meses de 2020.

As vendas na América do Norte aumentaram 7%, enquanto as receitas internacionais cresceram 45%, impulsionadas pela forte demanda em todos os mercados globais, bem como pela oferta de novos produtos na China e Índia.

“A demanda acelerou no primeiro trimestre à medida que a economia global mostrou melhoria contínua, impulsionando o forte crescimento das vendas na maioria dos negócios e regiões, com forte lucratividade. A força e a amplitude da recuperação da demanda superou nossas expectativas iniciais e aumentamos nossas perspectivas para o ano inteiro”, disse Linebarger, por ocasião da divulgação do balanço mundial da fabricante de motores e geradores.

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A estimativa, agora, é de alta entre 20% e 24% no faturamento anual, com o Ebtida devendo situar-se entre 15,5% e 16%. A Cummins pretende retornar 75% do fluxo de caixa operacional aos acionistas em 2021 na forma de dividendos e recompra de ações.

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Ao falar das novas projeções para 2021, Linebarger destacou que a empresa vem tomando todos os cuidados necessários para mitigar a disseminação da CovidD-19 e está otimista de que a vacinação globalmente reduzirá o impacto do vírus na segunda metade do ano.

“No entanto, ressalta, ainda há o risco de aumento de casos e potencial para novas variantes do vírus que podem resultar em menor demanda do cliente, adicional desligamentos de instalações ou mais restrições da cadeia de abastecimento no futuro. A Cummins está em uma posição sólida para continuar investindo no crescimento futuro, trazendo novas tecnologias aos clientes e devolvendo dinheiro aos acionistas ”, concluiu o CEO.


Foto: Divulgação/Cummins