Ainda faltam os números desta quarta-feira, 30, para o fechamento do balanço de junho e do semestre do mercado automotivo brasileiro. Mas já dá para cravar que a Stellantis é o grande destaque do ano, com a Fiat encerrando o período na liderança, com 22,1% de participação nas vendas totais de veículos leves e um ganho expressivo de 11,8 pontos porcentuais em relação ao mesmo acumulado de 2020.

Criado oficialmente em janeiro deste ano, o novo conglomerado mundial, que reúne Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, atingiu 314.713 automóveis e comerciais leves comercializados no País, o equivalente a um market share de 31,5% no total de 998.816 emplacamentos registrados até a terça-feira, 29.

Vale lembrar que as empresas do grupo são as menos afetadas atualmente no País pela falta de semicondutores e outros componentes que prejudicam o setor. O grupo estabeleceu estratégia global para evitar o menor número possível de paradas em suas operações ao redor do mundo, o que vem trazendo resultados concretos no caso do Brasil.

Só a Fiat licenciou 220,5 mil unidades no acumulado até 29 de junho, o que representou crescimento de 102% sobre idêntico período de 2020. A Jeep comercializou 72,3 mil unidades, com expansão de 87,6% no mesmo comparativo, enquanto as vendas da Peugeot chegaram a 11,7 mil  e as da Citroën a 8,8 mil.

Vale notar que nesta quinta-feira o mercado de leves ultrapassa 1 milhão de unidades, garantindo crescimento relevante sobre o primeiro semestre do ano passado, quando foram licenciadas 763,3 mil unidades. Especificamente em junho, a Fiat atingiu participação de 26,2% e a Jeep chegou a 8%.

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Quem mais perdeu market share no período foi a General Motors, que era líder do mercado local até o ano passado e está com produção paralisada em Gravataí, RS, onde produz o Onix, desde 5 de abril, com previsão de retorno apenas em 16 de agosto. A Chevrolet está encerrando o semestre em terceiro lugar no ranking, com apenas 12,4% de participação.

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A Volkswagen também suspendeu operações por dez dias, desde 21 de junho, nas fábricas de São Bernardo do Campo e São Carlos, no Estado de São Paulo, e de São José dos Pinhais, PR, por causa do desabastecimento de componentes. A Volkswagen é a segunda colocada nesta primeira metade do ano, com fatia de 16,4%.


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