AVolkswagen do Brasil confirmou no final da tarde desta quarta-feira, 7, que a partir da próxima segunda-feira, 12, vai paralisar por 20 dias as operações de suas áreas produtivas na fábrica de Taubaté, no interior paulista. No complexo de São Bernardo do Campo, na região do ABC, concederá férias coletivas também por 20 dias a partir do próximo dia 19 para um turno.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou ter sido comunicado sobre a decisão e já adianta que existe a possibilidade de, na sequência, ser concedido outros 20 dias de férias para o outro turno.

Em comunicado oficial, a montadora destaca que time da Volkswagen América Latina tem trabalhado intensamente nos últimos meses, em parceria com a matriz e fornecedores, para minimizar os efeitos da escassez de semicondutores para a produção em suas fábricas na região. “Entretanto, o cenário atual não demostra o encaminhamento para uma solução definitiva visando a normalização do fornecimento de chips”, complementa.

O problema da falta de semicondutores é mundial e a perspectiva de uma normalização do fornecimento está prevista apenas para o final do primeiro semestre do ano que vem, conforme informou hoje o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. Só no Brasil estima-se uma perda de produção ao longo do primeiro semestre, em função do desabastecimento de componentes eletrônicos, da ordem de 100 mil a 120 mil veículos.

Anúncio

LEIA MAIS

Perda na produção é estimada em mais de 100 mil veículos

Indústria poderá deixar de produzir até 7 milhões de veículos em 2021

Fiat completa 45 anos no Brasil em alta

A General Motors, por exemplo, estão com as operações de Gravataí, RS, paralisadas desde o dia 5 de abril, com previsão de retorno apenas em 16 e agosto. Outras montadoras, como a Hyundai, também tiveram de suspender temporariamente a produção. O grupo que tem sido menos afetado no País é o Stellantis, que reúne Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot e está conquistando participação no mercado brasileiro em todas as marcas que representa.


Foto: Divulgação/VW