Ainda sem produção em série, o BYD Song Pro híbrido plug-in flex está sendo apresentado pela montadora chinesa como inédito no mundo.

Edição especial COP30, limitada em 30 unidades, foi destaque na inauguração da fábrica de Camaçaria, BA, na quinta-feira, 9, e será doada ao encontro global sobre mudanças climáticas que acontece no Pará no mês que vem. Durante a cerimômia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma assinatura na carroceria do modelo.

“Este é o primeiro motor flex do mundo aplicado em uma arquitetura híbrida plug-in de base elétrica. Com tecnologia DM-i (Dual Mode Intelligent), o modelo tem tração predominantemente elétrica”, informa a BYD.

Nesse sistema, explica a empresa, o motor a combustão funciona majoritariamente como um gerador de energia para a bateria, inclusive durante o deslocamento no modo híbrido.

O que a BYD chama de super-híbrido, foi projetado e construído em cooperação entre cientistas chineses e brasileiros para atender o mercado local, funcionando com qualquer proporção de gasolina e etanol.

Ainda não há data para sua montagem em série no Brasil, mas fonte da empresa informa que seu lançamento deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026, provavelmente em abril. Será o primeiro híbrido plug-in montado no País com opção de uso do etanol, visto que no caso da BMW esse tipo de tecnologia é exclusiva para gasolina.

O projeto híbrido-flex foi destacado pelo presidente mundial da BYD, Wang Chuanfu, em seu discurso na cerimônia de inauguração:

“Há dois anos, em uma visita ao Brasil, percebi o potencial do etanol. Decidimos, então, que traríamos nossa tecnologia híbrida plug-in, mas com um motor flex desenvolvido por e para este país”.

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Segundo o executivo, o carro apresentado ao presidente Lula “é a prova de que a BYD não apenas investe no Brasil, mas cocria com o Pais soluções únicas para o mundo”.

Tyler LI, Presidente da BYD do Brasil, também falou sobre a tecnologia:

“O etanol é um dos maiores diferenciais do Brasil na transição energética. Incorporá-lo à nossa arquitetura DM-i representa um avanço histórico: valorizamos a matriz renovável nacional, nossa produção e o agronegócio, além de oferecermos ao consumidor um veículo com maior eficiência. É um passo crucial para consolidar o Brasil como protagonista global em mobilidade sustentável”.


Fotos: Divulgação/BYD

Alzira Rodrigues
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