O Sindipeças reviu a projeção de faturamento nominal da indústria brasileira de autopeças para R$ 98,9 bilhões este ano, o que representará crescimento de 14,2% sobre a receita de R$ 86,6 bilhões do ano passado. Pelas estimativas da entidade, as montadoras terão participação de 64,4% nos negócios totais do setor, o maior índice dos últimos três anos, que foram de, respectivamente, 60,8%, 61,7% e 62,4%.

De acordo com o departamento de economia do Sindipeças, houve atualização dos números do ano passado e, por isso, o valor nominal deste ano foi revisto para cima. Pela projeção anterior, o faturamento de 2018 chegaria a R$ 89,4 bilhões sobre os R$ 78,2 bilhões de 2017, o que também significaria crescimento na faixa de 14%.

Também mudou nas projeções do Sindipeças a potencial participação de cada um dos segmento nos quais o setor atua em seu faturamento total. Com relação ao ano passado, as montadoras terão maior representatividade na receita da indústria de autopeças, enquanto a reposição, as exportações e os negócios intrassetoriais perderão participação.

Se confirmada a meta de as montadoras terem fatia de 64,4% este ano, ante os 62,4% de 2017, as vendas para os fabricantes de veículos chegarão a R$ 63,7 bilhões este ano, receita quase 18% superior à obtida em 2017, que foi de R$ 54 bilhões.

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A fatia do mercado de reposição cairá de 18% para 17,2%, a das exportações de 14% para 13,2% e a dos negócios intrassetoriais de 5,6 para 5,4%. Todos esses segmentos estão em alta este ano, mas a expansão das vendas para as montadoras é proporcionalmente maior, razão delas ganharem mais espaço na receita do setor.

A indústria de autopeças deverá encerrar o ano com 174,5 mil postos de trabalho, número 5% superior ao registrado em dezembro do ano passado, quando o setor empregava 164,6 mil trabalhadores. Os investimentos previstos na última revisão são os mesmos de ontem, da orde de US$ 2,47 bilhões, expansão de 33,5% em relação ao ano passado.


Foto: Divulgação/Meritor