A Cooper Standard, fornecedora de vedações e linhas dos sistemas de freio, fluídos e de combustíve, estima faturamento de cerca de R$ 450 milhões no Brasil em 2019 e finalmente chegar ao seu equilíbrio econômico. O resultado representará crescimento da ordem de 25% sobre os R$ 350 milhões alcançados no ano passado.

Jürgen Kneissler, diretor-geral da operação, justifica a projeção com o esperado crescimento da produção brasileira de veículos e, sobretudo, novos contratos de fornecimento e lançamentos de produtos. A volta ao lucro, contudo, ficará mais para frente. “Fomos muito impactados em 2018 pelo câmbio, já que nossos insumos são importados”, justifica.

Fornecedora da maioria das montadoras, a empresa já tem acertado, por exemplo, o fornecimento de tubos para conexões dos turbos que estarão presentes na nova geração de motores que a General Motors começa a fabricar aqui no segundo semestre e que equiparão os novos modelos do projeto GEM, substitutos do Onix e Prisma.

Não por outro motivo já iniciou a fabricação dos tubos na nova unidade da empresa em São Bento do Sul (SC), de onde também saem mangueiras flexíveis para freios e futuramente vedações de borracha e plástico e linhas de combustíveis e freio. São Bento do Sul é vizinha da fábrica de motores da GM em Joinville e bem mais próxima da montadora em Gravataí (RS), base produtiva dos novos veículos.

A General Motors responde por cerca de 25% dos negócios da Cooper Standard no Brasil. A anunciada decisão da montadora de condicionar novos investimentos à redução de seus  custos, o que envolveria também a contribuição dos fornecedores, deixa menos límpido o horizonte de curto prazo da Cooper, ainda que Kneissler acredite que a cliente não manterá seus planos para o Brasil.

Mesmo com esse impasse em projetos já sinalizados e até contratados, ainda assim as perspectivas de outros novos negócios — fornecimento para os Volkswagen T-Cross e Tarek  — e crescimento de volumes para sistemas de freio e combustível podem representar ainda a abertura de mais uma fábrica da empresa, que já conta com  plantas em  Varginha (MG), Camaçari (BA), Atibaia (SP) e com o projeto de Divina Pastora (SE), que começa a sair do papel ainda este ano.

Tanto que, admite o diretor-geral, a empresa já tem praticamente definido o local para um galpão de 8 mil² a 10 mil² no Estado de São Paulo. “Não posso revelar ainda, mas, caso seja aprovada a fábrica, ficará a uns 150 quilômetros da Capital”, afirma o diretor-geral.

O martelo só será batido em abril ou maio, quando o principal cliente da nova plnata deve assinar mais um contrato de fornecimento.  A Cooper, quase certeza, optará por comprar prédio já disponível.

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Diferente do projeto de Divina Pastora, onde a terraplanagem será iniciada em breve. As obras não foram iniciadas ainda, segundo Kneissler, por conta da burocracia do governo sergipano e, sobretudo, enfrentamento do sindicato dos metalúrgicos de Camaçari. Isso porque a futura planta representará a transferência de noventa dos cerca de 150 funcionários que a Cooper tem dentro do complexo industrial da Ford na Bahia.

Além da melhor logística, já que a unidade atenderia também à FCA em Goiana (PE), em Divina Pastora os custos da empresa seriam obviamente menores e as relações trabalhistas, menos complicadas. Kneissler acredita que a Ford enfrentará período conturbado de negociação com os trabalhadores de Camaçari ainda no primeiro semestre. “O bicho vai começar a pegar depois do carnaval.”


Foto: Divulgação/Cooper Standard

George Guimarães
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